Browsing: Teoria de Carl Gustav Jung
A Psicossomática considera o indivíduo como um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural e que o adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe um conflito da consciência com o inconsciente. Com esse olhar holístico, ela vai em busca do sentido dos sintomas, que são um sinal de desordem.
Quais seriam essas desordens na psique do alcoolista?
Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber?
O que leva uma pessoa a chegar ao fundo do poço e mesmo assim querer continuar a beber?
Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool? Boa leitura!
O presente artigo analisa a contribuição de Nise da Silveira para a psiquiatria brasileira a partir do referencial da Psicologia Analítica, enfatizando o conceito de afeto catalisador como operador clínico, ético e político. A autora introduziu uma ruptura radical com práticas psiquiátricas coercitivas, ao reconhecer a expressão simbólica e imagética como linguagem legítima do inconsciente, especialmente em quadros psicóticos. O texto discute a centralidade do vínculo, do ambiente afetivo e da criatividade como fundamentos do cuidado em saúde mental, relacionando-os ao processo histórico da Reforma Psiquiátrica brasileira. Por fim, problematiza-se o atual cenário de reorientação e fragilização das políticas públicas de saúde mental, compreendido por diversos autores como um processo de desmonte do modelo psicossocial, apontando os riscos de uma retomada de práticas manicomiais incompatíveis com o legado de Nise da Silveira.
Na obra de Carl Gustav Jung, a elegância não se configura como um conceito técnico, estético ou como um arquétipo específico. Ainda assim, o tema encontra-se de forma implícita e transversal em seus escritos, podendo ser compreendido como expressão da totalidade e da harmonia psíquica, intimamente relacionada ao processo de individuação. Nesse sentido, a elegância articula-se com conceitos fundamentais da psicologia analítica, tais como individuação, persona, sombra, e Self, bem como com o funcionamento dos tipos e funções psicológicas. Este ensaio propõe-se a ampliar a reflexão sobre a elegância no pensar, no sentir e no agir, tal como se manifesta na vida cotidiana, estabelecendo conexões com a teoria junguiana.
Sair da caverna e enxergar a luz é glorioso, mas e depois? O verdadeiro desafio é ter a coragem de…
Há livros que lemos e outros que nos leem. Neste ensaio, a literatura é pensada como uma cartografia da alma, um espaço onde psicologia, arte e experiência humana se entrelaçam, mostrando como mitos, romances e poemas evidenciam movimentos invisíveis da psique individual e coletiva. Um convite para pensar como a literatura revela os afetos por vezes ocultos nas prateleiras do nosso inconsciente.
A Jornada da Consciência perante o Chamado da individuação onde Isolamento, Culpa, Expiação e Amor fazem parte desta dança alquímica!…
O Presente artigo comemora o aniversário de Nise da Silveira, importante psiquiatra que revolucionou a psiquiatria no Brasil, recusando-se a aplicar os tratamentos da época, que eram bastante violentos. O artigo fala da trajetória desta mulher extraordinária, do seu encontro com Jung, da participação no II Congresso de psiquiatria de Zurique, dos primeiros anos no hospital psiquiátrico do Engenho de Dentro e de seu trabalho com a terapêutica ocupacional. Fala ainda da fundação do Museu do Inconsciente e da Casa das Palmeiras, importante centro de acolhimento aos doentes mentais proporcionando contato com diversas expressões criativas visando a melhora dos doentes, principalmente os esquizofrênicos.
Este ensaio examina o conceito de cosmovisão em C. G. Jung e sua leitura da Antroposofia enquanto expressão contemporânea da busca humana por sentido. Parto de uma questão recorrente em minha prática docente e clínica: em que medida Psicologia Analítica e Antroposofia se aproximam ou divergem? Embora não sejam sistemas equivalentes, ambos compartilham o propósito de favorecer o desenvolvimento integral do ser humano, em Jung, pela individuação, em Steiner, pela iniciação e pelo cultivo das capacidades anímicas e espirituais. A partir do capítulo “Cosmosofia” (OC 8/2), discuto a cosmovisão como atitude consciente e hipótese orientadora da vida, destacando a importância de uma imagem de mundo viva e não dogmática. Analiso também as críticas e reconhecimentos feitos por Jung à Antroposofia, compreendida como resposta simbólica às necessidades psíquicas modernas. Concluo que a Psicologia Analítica possibilita o indivíduo a construir uma cosmovisão que integra experiência, consciência e responsabilidade, permitindo-lhe viver de forma mais plena e consciente.
Este artigo tem como objetivo ampliar o avanço da Inteligência Artificial (IA) para além do seu aspecto tecnológico, artificial ou tecnicista. Estaríamos observando o surgimento de um receptáculo de projeções divinas? Aquele que tudo vê, que sabe o que é melhor e que está presente em tudo, passaria a ter o peso de uma figura divina, devendo ser respeitado, seguido e venerado? A projeção divina se deslocaria assim para a IA, mas que, nos dias de hoje, talvez ganhe mais relevância ou respeito do que os deuses antigos na contemporaneidade, já que, afinal de contas, o homem é quem a criou e isso parece fazer parte do monoteísmo da consciência.
O presente artigo propõe uma aproximação entre o processo analítico e a construção de uma ética amorosa por meio do confronto com a sombra individual. A partir dos textos de Jung, hooks e Neumann, conclui-se que o envolvimento do indivíduo em seu processo de autoconhecimento favorece uma atitude de alteridade, promovendo uma prática relacional mais amorosa e justa.
