Browsing: analista junguiano
A supervisão ocupa um lugar fundamental na formação e na prática do analista junguiano, oferecendo um espaço de reflexão, aprendizado e amadurecimento clínico. Neste texto, exploramos a figura do Mentor como metáfora para o papel do supervisor, aquele que orienta sem substituir e favorece o desenvolvimento da autoridade interior do supervisionando. Em contraponto, o mito de Pigmalião nos alerta para os riscos de uma supervisão atravessada pelo narcisismo, na qual o supervisor tenta moldar o outro à sua própria imagem. Entre esses dois polos, propomos pensar a supervisão como um espaço ético de troca, no qual conhecimento, experiência e singularidade podem se encontrar para favorecer o florescimento de cada analista.
Há um tempo que me ocupo com produções literárias e cinematográficas. Já falei sobre os filmes Sete Minutos Depois da Meia-Noite, Oblivion, O Pequeno Príncipe e Divertida Mente, além de livros de Hermann Hesse e Khalil Gibran. Devo confessar, no entanto, que nunca me senti tão tocado quanto pelo filme O Filho de Mil Homens. As críticas já destacavam que o filme superou brilhantemente o livro homônimo de Valter Hugo Mãe.
