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Em uma contemporaneidade marcada pelo individualismo, pela lógica da produtividade e pelo excesso de controle racional sobre a vida, as relações amorosas parecem atravessar uma crise de indisponibilidade psíquica. Partindo da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, este artigo propõe uma reflexão sobre o amor enquanto experiência de transformação e vulnerabilidade, investigando as dificuldades contemporâneas em sustentar vínculos afetivos profundos. A partir dos conceitos de projeção, Eros e Logos, discute-se como o apaixonamento pode funcionar como uma abertura para o inconsciente e para o autoconhecimento, ao mesmo tempo em que ameaça a fantasia moderna de autonomia absoluta. O texto também problematiza como o amor é algo constantemente adiado em nome de ideais de estabilidade e sucesso.
No começo dos relacionamentos amorosos há o encantamento. Descobrimos as afinidades, sentimos o desejo, a química do corpo e da…
É clássica a frase de Jung, mencionada no volume 7/1 da obra, na qual ele antagoniza amor e poder: “Pela lógica, o contrário do amor é…
Como homens e mulheres se comportam quando se fala em traição? As diferenças entre homens e mulheres são importantes porque…
