Browsing: psicologia analítica
O artigo investiga, à luz de Jung e Neumann, o papel decisivo da mãe na formação da Anima no homem e do Animus na mulher. Mais do que figura afetiva, a mãe aparece como matriz simbólica da alteridade, mediando a construção do feminino e do masculino interiores. Ao articular herança transgeracional, função do Logos, dinâmica arquetípica e processo de individuação, o texto propõe uma leitura simbólica, clínica e não reducionista da psique, culminando na reflexão sobre alteridade e coniunctio como núcleos da transformação interior.
O texto propõe uma reflexão simbólica sobre a maternidade a partir do conto da Mulher-Esqueleto, narrado por Clarissa Pinkola Estés, interpretando-o à luz da psicologia do feminino.
Este ensaio propõe, à luz da psicologia analítica e da alquimia, uma reflexão sobre os princípios solar e lunar em relação à psique feminina e masculina. No nível individual, a depressão pode ser compreendida simbolicamente como movimento de descida e possibilidade de coniunctio entre consciente e inconsciente. No nível coletivo, a regeneração da Terra pode ser pensada a partir de um reflexo do equilíbrio da psique individual, que surge a partir do símbolo – resultado da tensão criativa e da união dos opostos.
Uma Análise Junguiana da Diversidade de Gênero e Sexualidade Este ensaio propõe uma releitura da obra de Carl Gustav Jung…
A Psicossomática considera o indivíduo como um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural e que o adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe um conflito da consciência com o inconsciente. Com esse olhar holístico, ela vai em busca do sentido dos sintomas, que são um sinal de desordem.
Quais seriam essas desordens na psique do alcoolista?
Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber?
O que leva uma pessoa a chegar ao fundo do poço e mesmo assim querer continuar a beber?
Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool? Boa leitura!
Na obra de Carl Gustav Jung, a elegância não se configura como um conceito técnico, estético ou como um arquétipo específico. Ainda assim, o tema encontra-se de forma implícita e transversal em seus escritos, podendo ser compreendido como expressão da totalidade e da harmonia psíquica, intimamente relacionada ao processo de individuação. Nesse sentido, a elegância articula-se com conceitos fundamentais da psicologia analítica, tais como individuação, persona, sombra, e Self, bem como com o funcionamento dos tipos e funções psicológicas. Este ensaio propõe-se a ampliar a reflexão sobre a elegância no pensar, no sentir e no agir, tal como se manifesta na vida cotidiana, estabelecendo conexões com a teoria junguiana.
Este ensaio completa a trilogia iniciada com o chamado vocacional no artigo intitulado Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos…
Quando aquilo que sustenta a identidade do indivíduo já não faz mais sentido, talvez não seja fracasso — mas um chamado. A Psicologia Analítica compreende esse vazio da maturidade como uma exigência de renascimento psíquico: uma travessia em que o antigo eu precisa morrer para que algo mais verdadeiro possa emergir. “Partejar a si mesmo” é a imagem desse processo — doloroso, inevitável e profundamente transformador. Este artigo propõe olhar o envelhecimento não como declínio, mas como território iniciático, onde a pergunta decisiva finalmente se impõe: quem sou eu quando já não sou quem fui?
A Jornada da Consciência perante o Chamado da individuação onde Isolamento, Culpa, Expiação e Amor fazem parte desta dança alquímica!…
A partir de uma leitura simbólica do filme Red: Crescer é uma Fera, este texto busca explorar a pergunta “crescer dói?”. A animação narra a jornada de Mei, uma adolescente que se transforma em um panda vermelho sempre que suas emoções transbordam. Partindo da ideia de que o amadurecimento só se torna possível por meio das relações que estabelecemos com o outro e, sobretudo, por meio do diálogo honesto com as emoções que nos atravessam, a análise utiliza a narrativa da Pixar como pano de fundo para refletir a respeito de quanto o crescimento psíquico exige confronto, coragem e vínculos verdadeiros. Entre rituais de contenção, expectativas parentais e a busca por autenticidade, o filme se revela como uma metáfora potente sobre a força transformadora dos relacionamentos e sobre a importância de libertarmos aquilo que, por medo ou lealdade, mantemos aprisionado dentro de nós.
