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Todos nós temos um mestre interior, sabe aquele que te acompanha ao longo de sua vida? O curso de Arteterapia não é tão simples e divertido como parece, é acima de tudo, uma entrega, uma verdadeira jornada de alma. Uma travessia profunda onde não estudei apenas técnicas, obras e embasamentos teóricos, mas um chamado, fui chamada — por meio das imagens, das cores e dos símbolos — a mergulhar nos porões da minha história. Ao encerrar a formação em Arteterapia, fecho também um ciclo de vida profundamente simbólico e transformador, uma verdadeira travessia. Um chamado da alma que me levou a tocar feridas antigas e integrar as partes esquecidas de mim mesma
Os arquivos de Epstein não revelam apenas crimes, mas uma ferida psíquica coletiva que confirma a profecia de C.G. Jung: onde impera o poder, o amor desaparece. Mergulhe nesta análise corajosa sobre como a hipocrisia da elite e a monetarização do sagrado transformaram “cidadãos de bem” em reféns de suas próprias sombras. Descubra a conexão oculta entre as tentações do deserto e os escândalos contemporâneos, e entenda por que a queda dos poderosos é, psicologicamente, inevitável.
Este artigo propõe uma reflexão simbólica sobre o ato cotidiano de lavar a louça, compreendendo-o como uma metáfora do processo de ampliação da consciência, sob a perspectiva da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A partir da observação desse gesto simples, são exploradas as correspondências simbólicas entre sujeira e sombra, água e inconsciente, limpeza e integração psíquica. Assim como o alimento nutre o corpo, o contato com o inconsciente nutre a alma, exigindo a constante “lavagem” das projeções e resíduos psíquicos. Lavar a louça, nesse contexto, torna-se um rito diário de autoconhecimento e humildade, no qual o indivíduo, ao cuidar de sua própria “louça psíquica”, contribui também para a transformação coletiva.
Não basta perceber a Matrix, é necessário enxergá-la. Para tal, o indivíduo precisa enxergar a si mesmo, compreender quem ele é de fato. A clareza da visão interior transformará radicalmente a sua visão do mundo. Ele precisa se iluminar para trazer luz à humanidade que padece pelas trevas da ilusão coletiva. Este artigo analisa o arquétipo do iluminado a partir do filme Matrix, sucesso de bilheteria e de grande profundidade filosófica. Nele, o caminho do herói é demonstrado de forma bem elaborada, enquanto conversa com a individuação proposta por C. G. Jung e a sabedoria oriental.
Resumo: As redes sociais ocupam um papel central na vida atual, moldando comportamentos, relações e a percepção de si. Embora…
Este artigo busca tangenciar informações de relatórios de saúde mental da criança e do adolescente e a Psicologia Analítica. O objetivo é fazer um recorte na vida psíquica desta etapa da vida e discuti-los como expressão do que se manifesta na alma das crianças e dos adolescentes e que está pedindo olhar, acolhimento, cuidado e escuta.
Waldemar MagaldiIJEP – Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa Este ensaio discute a tensão central da psicologia analítica: a recusa…
Nesse poema, a poeta Rupi Kaur nos convida a refletir sobre a responsabilidade de honrar e perpetuar a luta das gerações passadas para que possamos contribuir com a evolução das futuras gerações de mulheres. Através dele, proponho refletirmos o processo da individuação feminina de forma não apenas pessoal, mas também em seu caráter coletivo e transformador.
Este artigo toma como ponto de partida um símbolo recorrente nos sonhos: o rato, que surge em diversas cenas psíquicas do sonhador. Dada a variedade de associações, o símbolo comporta uma leitura subjetiva — fundada na perspectiva, nas emoções e nas vivências do sonhador — e uma ampliação — sustentada por associações impessoais, universais e arquetípicas. Carl Gustav Jung dedicou-se à análise dos sonhos; sua abordagem consolidou-se na clínica e opera nesses dois caminhos, sem jamais esgotar o símbolo nem reduzi-lo a sinal. Diferenciam-se, assim, a leitura causal (freudiana) da finalista (junguiana), sustentando o papel transformador da experiência simbólica. Ao convocar o imaginário criativo, a análise onírica revela seu poder transformador.
Por que cenas de morte e violência são recebidas com alívio e não com horror pela população? O que se mobiliza no inconsciente coletivo para que a violência pareça justiça? Neste artigo, eu analiso o recente episódio da violência policial no Rio de Janeiro, que tirou a vida de mais de 120 pessoas, pela lente da psicologia analítica. O objetivo é entender o que está por trás da naturalização da violência no Brasil — e o que podemos fazer para romper esse ciclo.
