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O texto que aqui consta trás uma reflexão acerca das amizades, que muitas das vezes acabam se tornando inimizades, ou, que se mantém como amizades até certo ponto, que, contudo, viram coleguismos ou até amizades que são nomeadas como falsas amizades, que muitas das vezes prejudicam, ou até mesmo atrapalham a vida, impactando negativamente os envolvidos quando não olhadas de uma maneira criativa e ampla, para ambos os lados. Num olhar através da psicologia analítica, de Carl G. Jung, podemos elaborar o que ocorre na psique das pessoas em situações como essas, que ensejam algumas suposições, acerca desse fenômeno, que muitas das vezes envolvem os nossos complexos relacionais, que estão abordados também nesse artigo, podendo dar vazão ao que simbolicamente essas relações ou não relações podem representar.

Este artigo propõe uma leitura do álbum A Tábua de Esmeralda (1974), de Jorge Ben Jor, à luz da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A partir do simbolismo alquímico, estabelece relações entre as canções e o processo de individuação, entendido como caminho de transformação e integração da psique. O disco reúne elementos do cristianismo, hermetismo, ancestralidade africana, amor e espiritualidade, expressando a união dos contrários. A figura de Zumbi evoca a necessidade de confrontar a sombra histórica brasileira, marcada pela escravidão e pelo racismo. O desejo, o corpo e as relações humanas aparecem como dimensões fundamentais dessa transformação. Ao fundir diferentes tradições musicais e simbólicas, Jorge Ben abrasileira a Alquimia. O verdadeiro ouro alquímico, nessa interpretação, não é a perfeição, mas a ampliação da consciência e a capacidade de transformar a própria existência.

A expressão poética pode ser um caminho de autoencontro e autodescoberta para o homem na metanoia do meio da vida? A partir do pensamento de Carl Gustav Jung, procuro responder a essa e outras perguntas neste artigo. Recorro, para isso, a poemas e textos poéticos de diferentes autores, como o próprio Jung, Drummond e Leminski. Também falo da palavra enquanto símbolo e como, ao florescer do coração do homem em transformação, ela transcende seu caráter semiótico e revela o indivíduo numa dimensão muito mais ampla.

Este texto é um convite a refletir sobre os desafios e as possibilidades da segunda metade da vida. A partir de Jung, James Hollis e Santo Agostinho, proponho pensar sobre a crise da meia-idade, o tempo, o envelhecimento e a necessidade de reorientar a alma. Mais do que uma fase de perdas, esse período pode ser uma oportunidade de ressignificar a vida, abandonar o que já não faz sentido e aprender a estar mais presente no tempo que nos é dado.

O que acontece quando aquilo que considerávamos sem valor ganha uma nova função? Neste artigo, a partir da transformação de materiais descartados em arte, proponho uma reflexão sobre lixo, sombra e as possibilidades de ressignificação e reintegração na vida psíquica.

Em nossa civilização, muitas vezes, tristeza, dor e sofrimento são patologizados. Mas a criação humana anda de mãos dadas com os infortúnios e, psicologicamente, talvez não haja alquimia mais poderosa do que transmutar tristeza em alegria. A partir do mito tupi da gênese da Serra da Mantiqueira, a “serra que chora”, faço, neste ensaio, uma reflexão sobre o poder da dor no processo criativo, no desenvolvimento da personalidade, na inspiração para o belo e para uma nova-velha concepção de felicidade.

Corpo e psique constituem aspectos inseparáveis da experiência humana e, nesse sentido, o funcionamento do intestino pode ser compreendido para além de suas funções fisiológicas. Absorver, assimilar, reter e eliminar são processos próprios do funcionamento intestinal que também podem nos oferecer possibilidades de reflexão sobre a maneira como nos relacionamos com nossas experiências. A partir da Psicologia Analítica, este artigo propõe uma ampliação simbólica dessas funções, pensando sobre aquilo que conseguimos incorporar, aquilo que permanece retido e aquilo que precisa ser elaborado e deixado seguir seu curso.

A supervisão ocupa um lugar fundamental na formação e na prática do analista junguiano, oferecendo um espaço de reflexão, aprendizado e amadurecimento clínico. Neste texto, exploramos a figura do Mentor como metáfora para o papel do supervisor, aquele que orienta sem substituir e favorece o desenvolvimento da autoridade interior do supervisionando. Em contraponto, o mito de Pigmalião nos alerta para os riscos de uma supervisão atravessada pelo narcisismo, na qual o supervisor tenta moldar o outro à sua própria imagem. Entre esses dois polos, propomos pensar a supervisão como um espaço ético de troca, no qual conhecimento, experiência e singularidade podem se encontrar para favorecer o florescimento de cada analista.

Neste artigo, a proposta é aproximar a costura, um recurso usado no campo da arteterapia, através do tecido, a aspectos da psicologia analítica e pensar na magia que dá origem a imagem do encontro entre a arte e o próprio processo de análise. O tecido nesse artigo se apresenta como tela de expressão de alma. O texto apresenta o simbolismo do tecido e o tecer relacionando com a estrutura psíquica dentro do referencial Junguiano.