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Este artigo propõe uma leitura do álbum A Tábua de Esmeralda (1974), de Jorge Ben Jor, à luz da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A partir do simbolismo alquímico, estabelece relações entre as canções e o processo de individuação, entendido como caminho de transformação e integração da psique. O disco reúne elementos do cristianismo, hermetismo, ancestralidade africana, amor e espiritualidade, expressando a união dos contrários. A figura de Zumbi evoca a necessidade de confrontar a sombra histórica brasileira, marcada pela escravidão e pelo racismo. O desejo, o corpo e as relações humanas aparecem como dimensões fundamentais dessa transformação. Ao fundir diferentes tradições musicais e simbólicas, Jorge Ben abrasileira a Alquimia. O verdadeiro ouro alquímico, nessa interpretação, não é a perfeição, mas a ampliação da consciência e a capacidade de transformar a própria existência.
