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O artigo discute como o canto e o cantar funcionam como via de expressão e integração psíquica. A voz é apresentada como mediadora entre consciente e inconsciente, revelando complexos e conteúdos emocionais profundos. A prática vocal no setting terapêutico ativa padrões afetivos ligados à transferência e mobiliza o terapeuta pela contratransferência, criando um campo sonoro relacional. A música e o canto permitem identificar e transformar complexos, favorecendo a diferenciação e reorganização psíquica. Assim, o cantar torna-se instrumento clínico e simbólico de cura e individuação.

Quando se fala em sexualidade humana, sabe-se que é impossível compreendê-la de forma simplificada, sem admitir sua natureza multidimensional. Ela pode ainda ser banalizada e literalizada em sua forma biológica (pênis e vagina), embora se saiba que a diversidade dos conceitos contemporâneos tenham ultrapassado essa dimensão e isso tem trazido inúmeras dúvidas e aumentado a dificuldade e o preconceito no divã, em um momento em que os muitos terapeutas não conseguem lidar e ampliar a sua própria sexualidade. Esse artigo traz uma ampliação e reflexão desse tema, na abordagem da psicologia analítica de Carl Gustav Jung.