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Este artigo discute a dificuldade de romper padrões familiares na parentalidade, mesmo quando existe o desejo consciente de educar os filhos de forma diferente daquela vivenciada na própria infância. As experiências emocionais não elaboradas, e até mesmo as elaboradas, podem influenciar reações automáticas e a repetição de comportamentos herdados. Utilizando o mito grego de Urano, Cronos e Zeus como metáfora da transmissão transgeracional de padrões, o texto reflete sobre os desafios de transformar a própria história familiar.

Desde o nascimento da psicanálise clássica de Freud que a formação de analista segue o conhecido tripé, análise didática, supervisão e capacitação. Seria este método suficientemente capaz de sustentar o essencial na formação do analista junguiano, que é entrar em contato e fazer alma? O que há de sombrio na institucionalização da formação? Sobre estas questões que tecemos algumas reflexões neste artigo.

Logo após Jung estudar sua arvore genealógica colocou em dúvida o caminho que sua vida tomou, se estava realmente vivendo sua vida ou se estava respondendo a algo que foi negligenciado por parte de sua família. Este questionamento que Jung se fez nos oferece um caminho para lidar com o mesmo problema que surge na experiencia humana observada no consultório. Isso nos traz a seguinte questão: O que este individuo está vivenciando é algo pessoal ou do coletivo familiar? São questões como essas que este artigo reflete.