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Este artigo discute a dificuldade de romper padrões familiares na parentalidade, mesmo quando existe o desejo consciente de educar os filhos de forma diferente daquela vivenciada na própria infância. As experiências emocionais não elaboradas, e até mesmo as elaboradas, podem influenciar reações automáticas e a repetição de comportamentos herdados. Utilizando o mito grego de Urano, Cronos e Zeus como metáfora da transmissão transgeracional de padrões, o texto reflete sobre os desafios de transformar a própria história familiar.
O artigo aborda os desafios de exercer uma paternidade que se aproxime da realidade e não de uma idealização. Trazendo conceitos como arquétipo paterno e arquétipo materno e como a transição e o equilíbrio entre eles pode ajudar o indivíduo no seu desenvolvimento. Entendendo como ser um pai que também olha para o filho que foi um dia. Utilizando exemplos de mitos e contos de fadas o artigo ilustra essas dinâmicas e destaca que ser um “pai melhor” não é buscar um ideal, mas integrar a própria sombra, equilibrando disciplina e afeto, e aceitando a imperfeição, tornando-se uma presença autêntica e transformadora na vida dos filhos.
As avós trazem em si algo que as diferem das demais mulheres, e lhes concede habilidade para o acolhimento, aconselhamento, transmissão dos saberes ancestrais, e tudo isso com temperos que atravessaram os tempos nos chás, sopas, conversas com o tempo acontecendo em um compasso mais lento, mas assertividade garantida.
