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Este artigo propõe uma leitura junguiana da crise contemporânea do trabalho, compreendendo as organizações como campos onde a psique coletiva se expressa. Argumenta-se que o predomínio unilateral do Princípio Masculino centrado na performance, no controle e na produtividade produz ambientes emocionalmente áridos e simbolicamente empobrecidos. Com apoio em Jung e em autores junguianos como Neumann, Hillman e von Franz, sustenta-se que tal desequilíbrio só pode ser superado mediante a reintegração simbólica do Princípio Feminino, compreendido como força arquetípica que nutre a imaginação, o cuidado, o vínculo e a interioridade. Essa reintegração inaugura o movimento em direção ao Princípio da Alteridade, no qual Feminino e Masculino deixam de operar em oposição e passam a agir em complementaridade, abrindo espaço para culturas organizacionais mais humanas e criativas. Discute-se ainda o trabalho como caminho de individuação, ressaltando que o sofrimento laboral funciona como chamado da alma para a ressignificação. Conclui-se que reencantar o trabalho não é luxo, mas necessidade civilizatória: somente ao integrar esses princípios arquetípicos será possível construir organizações capazes de sustentar a vida psíquica e devolver sentido ao agir coletivo.
Resumo: Nesse artigo, a temática da violência crescente nos relacionamentos afetivos é ampliada e debatida, passando pela metáfora dos titãs…
Resumo: Neste artigo, a indiferença ganha palco, mostrando como esse vírus simbólico atua em diferentes campos da vida humana e…
A pressão interna, exigente de perfeição, de produtividade, de utilidade, vem nos transformando em verdadeiras máquinas eficientes enquanto que, ao…
A inclusão é o tema de muitas discussões na contemporaneidade, abordando a necessidade de acolher a diversidade humana e promover…
Neste artigo, discute-se a complexidade de sair do papel de vítima em busca do sucesso, utilizando a teoria junguiana. Destaca-se a necessidade de acolhimento das experiências traumáticas, confronto dos complexos emocionais e reassunção de responsabilidades para alcançar a verdadeira libertação. O sucesso é redefinido como a capacidade de transformar padrões prejudiciais e assumir o controle sobre a própria vida.
No Brasil, a relação entre torcedores e seus clubes é uma paixão profunda, integrada à identidade cultural. Além do apoio esportivo, essa conexão cria uma comunidade única, onde as emoções durante as partidas são intensas. Vitórias geram celebrações efusivas, enquanto derrotas podem causar tristeza palpável. Os estádios se tornam templos onde rituais, superstições e tradições fortalecem esse vínculo. As rivalidades entre clubes acentuam ainda mais essa paixão, transformando jogos em embates culturais carregados de história e emoção.
Isso nos leva a questionar se existe uma mitologia do futebol e o que observar essa experiência cultural e emocional que une pessoas de diferentes origens em torno de uma mesma paixão poderia nos ensinar sobre a sociedade contemporânea.
Hoje, 13 de outubro/2019, é um dia especial! Devido a comemoração festiva do Círio de Nossa Senhora de Nazaré e da canonização da Santa Dulce dos Pobres, logo após o dia da Padroeira do Brasil e dia das crianças. Neste contexto, acabei de assistir os filmes Coringa e, tardiamente, Rocketman, biografia do cantor Elton John. A soma desses afetos que vivenciei desencadeou fortes emoções e reflexões, que tomo a liberdade de compartilhar para quem se interessar.
A palavra que mais me atravessou foi: INVISIBILIDADE.
Bolsa Hermès de dois milhões de reais! Qual sentido disso diante de tantas iniquidades?
As mitologias são os registros das expressões da alma humana diante do desafio evolutivo e, por isso, possuem várias vertentes, mas todas acabam revelando aspectos da psique humana.
Vivemos hoje um estado de calamidade pública. A população em situação de rua vem crescendo de forma acentuadamente drástica. Basta…
