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Este artigo analisa, a partir da Psicologia Analítica, como a cultura da performance e as práticas de biohacking intensificam a unilateralidade da consciência e fragilizam o eixo ego–Self. Os principais sintomas contemporâneos — burnout, ansiedade, depressão e fadiga moral — são compreendidos como manifestações compensatórias do inconsciente diante da hipertrofia racional e do empobrecimento da vida simbólica. O texto propõe uma leitura clínica na qual tais sintomas funcionam como sinais reguladores, convocando a uma reorganização psíquica e à retomada da designação humana como fator irracional que motiva à emancipação da massa gregária em busca do desenvolvimento da personalidade e à inteireza.
Resumo: O texto contrapõe a Inteligência Artificial à Inteligência Artística, destacando a criatividade e a consciência reflexiva como atributos exclusivamente…
O presente artigo propõe uma aproximação entre o processo analítico e a construção de uma ética amorosa por meio do confronto com a sombra individual. A partir dos textos de Jung, hooks e Neumann, conclui-se que o envolvimento do indivíduo em seu processo de autoconhecimento favorece uma atitude de alteridade, promovendo uma prática relacional mais amorosa e justa.
O texto explora a relação entre Jung e as pedras como símbolos de eternidade, transformação e totalidade psíquica. A partir das formações geológicas — ígneas, sedimentares e metamórficas — estabelece-se um paralelo com os processos de mudança internos da psique e com o percurso alquímico que culmina na pedra filosofal. As pedras aparecem na vida, na obra e nos sonhos de Jung como imagens vivas do Self: desde sua infância, passando pelas visões de 1944, pelas experiências do Livro Vermelho e pelo último sonho conhecido. Nas esculturas de Bollingen, Jung deixou gravada na pedra sua compreensão simbólica e alquímica. Em todas essas manifestações, a pedra emerge como expressão de origem, morte e renascimento, e como possível expressão do unus mundus – a unidade fundamental entre matéria, psique e cosmos.
Resumo: As redes sociais ocupam um papel central na vida atual, moldando comportamentos, relações e a percepção de si. Embora…
O texto aborda Iemanjá como expressão plural do arquétipo da Grande Mãe, problematizando a idealização do materno como figura única, sempre acolhedora e previsível. Em diálogo com Jung, apresenta diferentes faces de Iemanjá – nutridora, firme, encantadora , profunda – como modos simbólicos que respondem a distintas necessidades psíquicas.
