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Nesse poema, a poeta Rupi Kaur nos convida a refletir sobre a responsabilidade de honrar e perpetuar a luta das gerações passadas para que possamos contribuir com a evolução das futuras gerações de mulheres.  Através dele, proponho refletirmos o processo da individuação feminina de forma não apenas pessoal, mas também em seu caráter coletivo e transformador.

Este artigo toma como ponto de partida um símbolo recorrente nos sonhos: o rato, que surge em diversas cenas psíquicas do sonhador. Dada a variedade de associações, o símbolo comporta uma leitura subjetiva — fundada na perspectiva, nas emoções e nas vivências do sonhador — e uma ampliação — sustentada por associações impessoais, universais e arquetípicas. Carl Gustav Jung dedicou-se à análise dos sonhos; sua abordagem consolidou-se na clínica e opera nesses dois caminhos, sem jamais esgotar o símbolo nem reduzi-lo a sinal. Diferenciam-se, assim, a leitura causal (freudiana) da finalista (junguiana), sustentando o papel transformador da experiência simbólica. Ao convocar o imaginário criativo, a análise onírica revela seu poder transformador.