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A expressão poética pode ser um caminho de autoencontro e autodescoberta para o homem na metanoia do meio da vida? A partir do pensamento de Carl Gustav Jung, procuro responder a essa e outras perguntas neste artigo. Recorro, para isso, a poemas e textos poéticos de diferentes autores, como o próprio Jung, Drummond e Leminski. Também falo da palavra enquanto símbolo e como, ao florescer do coração do homem em transformação, ela transcende seu caráter semiótico e revela o indivíduo numa dimensão muito mais ampla.
O artigo propõe uma leitura junguiana da “crise do homem” contemporâneo, entendida como enantiodromia diante do colapso de papéis de gênero rígidos. Argumenta-se que a confusão entre o arquétipo do masculino e suas performances sociais gera um enrijecimento identitário que bloqueia o diálogo com a Ânima, alimentando tanto movimentos reacionários (RedPills, Incels, MGTOW) quanto violência de gênero e exploração ambiental — projeções do feminino reprimido. Propõe-se a distinção entre o homem “Estruturado” (ego rígido e quebradiço) e o “Estruturante” (que integra sombra e fragilidade), defendendo que a superação da crise é um processo individual de individuação, não coletivo ou político.
Este artigo aborda a importância de trabalharmos para reconhecer as influências de animus e anima em nossas vidas. Essas influências podem ter consequências desastrosas ou auspiciosas, dependendo da relação que construímos com essas figuras psíquicas. Jung encontrou na mitologia alquímica imagens que nos ajudam a olhar para a consciência. Esta, é formada por pares de opostos que na alquimia muitas vezes aparecem representados por imagens da união do rei vermelho e a rainha branca, onde o rei e a rainha podem representar qualquer um ou todos os pares de opostos, como por exemplo, eros e logos.
Uma análise sobre a agressividade masculina a partir de uma tendência digital violenta, interpretando-a como o sintoma de uma sombra coletiva enraizada na repressão emocional. Argumenta-se que a sociedade restringe o repertório sentimental dos homens, legitimando apenas a raiva como expressão aceitável, o que mascara um profundo medo da vulnerabilidade e uma dependência de símbolos de controle.
Este ensaio nasce da reflexão do desencontro e do desenlace entre o erotismo, as projeções (tantas vezes sombrias) e da solidão humana, culminando no vício em pornografia do masculino.
Vivemos em uma sociedade patriarcal que impõe padrões rígidos de perfeição
e alta performance como sinônimos de sucesso. Nesse contexto, as mulheres frequentemente encontram-se em desvantagem, tanto profissionalmente
quanto pessoalmente, levando-as a perseguir metas e padrões psíquicos
masculinos. Este artigo propõe uma reflexão sobre como essa busca pelo
poder e reconhecimento, muitas vezes inconsciente, afasta as mulheres de sua essência feminina primordial, resultando em sofrimento psíquico. Utilizando a perspectiva da psicologia junguiana, exploro como a integração dos princípios
masculinos e femininos pode ajudar a restaurar um equilíbrio saudável,
essencial para o bem-estar e a autenticidade feminina.
Como homens e mulheres se comportam quando se fala em traição? As diferenças entre homens e mulheres são importantes porque…
