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Muita coisa mudou nos últimos 100 anos nas vidas das mulheres ocidentais, especialmente aquelas que vivem nas grandes cidades. Algo do aspecto masculino (Animus) tornou-se bastante consciente e ativo, usando muito da energia psíquica das mulheres. Será que, de forma compensatória, teria algo do feminino nas mulheres foi tornado inconsciente, criando uma “nova” Anima?
Este artigo trata da crise da meia idade associada à menopausa e traz algumas reflexões de como essa crise pode ser vivenciada e superada de forma positiva ou negativa, uma vez que a crise é inevitável. Porém, tudo dependerá do manejo, de como se lida com a crise e se há abertura para lidar com a nova realidade. E diante disso, se continuará reprodutiva do ponto de vista criativo e espiritual ou se ficará presa à questão da reprodução biológica e desperdiçará toda a capacidade de continuar procriando.
Este artigo discute, a partir da psicologia analítica, os fatores simbólicos e estruturais que contribuem para a permanência de mulheres em relacionamentos abusivos. Articulam-se os conceitos junguianos de anima e animus, sombra, complexo, feminino ferido e patriarcado para compreender por que tantas mulheres aprendem a suportar, silenciar-se e assumir responsabilidades que não lhes pertencem. Defende-se que tais padrões não derivam de fraqueza, mas de dinâmicas psíquicas profundas que, quando compreendidas e integradas, tornam-se chave para a transformação e para o restabelecimento da dignidade do feminino. Por fim, aborda-se o caminho de saída, que exige segurança, rede de apoio e processo de análise terapêutica.
Este artigo propõe uma leitura junguiana da crise contemporânea do trabalho, compreendendo as organizações como campos onde a psique coletiva se expressa. Argumenta-se que o predomínio unilateral do Princípio Masculino centrado na performance, no controle e na produtividade produz ambientes emocionalmente áridos e simbolicamente empobrecidos. Com apoio em Jung e em autores junguianos como Neumann, Hillman e von Franz, sustenta-se que tal desequilíbrio só pode ser superado mediante a reintegração simbólica do Princípio Feminino, compreendido como força arquetípica que nutre a imaginação, o cuidado, o vínculo e a interioridade. Essa reintegração inaugura o movimento em direção ao Princípio da Alteridade, no qual Feminino e Masculino deixam de operar em oposição e passam a agir em complementaridade, abrindo espaço para culturas organizacionais mais humanas e criativas. Discute-se ainda o trabalho como caminho de individuação, ressaltando que o sofrimento laboral funciona como chamado da alma para a ressignificação. Conclui-se que reencantar o trabalho não é luxo, mas necessidade civilizatória: somente ao integrar esses princípios arquetípicos será possível construir organizações capazes de sustentar a vida psíquica e devolver sentido ao agir coletivo.
O Silêncio Pesado da Alma: A obesidade como grito do feminino ferido. O corpo não mente o que a psique tenta esconder: segundo a Psicologia Analítica, a obesidade pode ser interpretada como um mecanismo de defesa da psique feminina contra a rigidez da consciência. Analisamos como, simbolicamente, a gordura atua como proteção contra um Complexo, sugerindo que o excesso físico é o reflexo do peso não suportado na alma. O convite é cessar a guerra contra o corpo, para então acolher o tirano interno e permitir-se sentir o feminino.
Nesse poema, a poeta Rupi Kaur nos convida a refletir sobre a responsabilidade de honrar e perpetuar a luta das gerações passadas para que possamos contribuir com a evolução das futuras gerações de mulheres. Através dele, proponho refletirmos o processo da individuação feminina de forma não apenas pessoal, mas também em seu caráter coletivo e transformador.
O presente artigo busca refletir sobre a dinâmica de construção da relação da mulher (ou de uma consciência identificada com aspectos do feminino) com o arquétipo do animus, buscando visualizar como este se manifesta nas imagens oníricas em diferentes momentos da vida e também como tais imagens colaboram para um maior entendimento e integração de seus conteúdos inconscientes.
O presente artigo, escrito em duas mãos, traz reflexões sobre a violência relacionada às mulheres no contexto brasileiro. O Brasil é considerado um dos países mais inseguros para as mulheres, ou seja, a violência doméstica, abusos físicos, psíquicos e sexuais, se traduz em medos, inseguranças e traumas. Normalmente, os abusadores são pessoas conhecidas e as violências ocorrem dentro de casa, no ambiente familiar. Relações disfuncionais se refletem no corpo e na alma de todas as mulheres, numa rede inconsciente coletivamente compartilhada, e os complexos e compensações nas relações abusivas impactam a todos. Mudanças legais e sociais estão em curso, com altos e baixos nos palcos sociopolíticos, portanto, o presente artigo é mais que pertinente, é necessário para ampliarmos as discussões atualmente vigentes.
Resumo: Este artigo propõe destacar a importância de Toni Wolff, figura fundamental na vida e obra de Carl Gustav Jung,…
Resumo: Estamos vivendo mais uma daquelas situações assombrosas, motivo de piadas, falas em todas as mídias sociais, está nas fofocas,…
