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Você já se perguntou o que seus sonhos significam? Desde tempos ancestrais, os sonhos, com seus enredos intrigantes, instigam a curiosidade humana, que busca desvendar seus mistérios. Atualmente, a interpretação dos sonhos é um campo fértil na psicologia, especialmente nos settings de análise junguiana, onde a pergunta “Qual foi o seu sonho?” se torna um ponto de partida para a exploração do inconsciente. Neste ensaio, adentraremos o mundo dos sonhos sob a perspectiva da Psicologia Analítica de Carl Jung, ampliando sobre como essas narrativas noturnas podem revelar mensagens profundas e guiar você em sua jornada de autoconhecimento e individuação.

Nesse artigo trouxe alguns números novos, explorando o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, divulgado por ocasião do dia 1 de dezembro –Dia Mundial de Luta contra a Aids – do ano de 2025. Segundo Jung, “Faz parte do amor a profundidade e fidelidade do sentimento (…) o verdadeiro amor sempre pressupõe um vínculo duradouro e responsável”. (JUNG.2019, & 231). Nesse sentido, em profundidade de “Alma”, como postula Jung, o termo “fazer amor” nos torna mais próximos dessa afetividade. (…)

Quem nunca se sentiu impotente frente a uma situação da vida, seja no trânsito, em um conflito no trabalho, no relacionamento? Por vezes, coisas que parecem banais – como uma palavra, um barulho, um olhar – podem, em um determinado contexto, ativar conteúdos inconscientes e constelar complexos que causam danos desproporcionais.

Os complexos, por carregarem uma grande carga afetiva, fazem parte da vida cotidiana de todos nós. Somos, em maior ou menor grau energético, constantemente atravessados por eles, impactando todas as áreas da nossa vida, pois atuam de maneira autônoma diretamente nas relações, sejam elas familiares, profissionais, afetivas ou amizades.

O Presente artigo comemora o aniversário de Nise da Silveira, importante psiquiatra que revolucionou a psiquiatria no Brasil, recusando-se a aplicar os tratamentos da época, que eram bastante violentos. O artigo fala da trajetória desta mulher extraordinária, do seu encontro com Jung, da participação no II Congresso de psiquiatria de Zurique, dos primeiros anos no hospital psiquiátrico do Engenho de Dentro e de seu trabalho com a terapêutica ocupacional. Fala ainda da fundação do Museu do Inconsciente e da Casa das Palmeiras, importante centro de acolhimento aos doentes mentais proporcionando contato com diversas expressões criativas visando a melhora dos doentes, principalmente os esquizofrênicos.

Este ensaio examina o conceito de cosmovisão em C. G. Jung e sua leitura da Antroposofia enquanto expressão contemporânea da busca humana por sentido. Parto de uma questão recorrente em minha prática docente e clínica: em que medida Psicologia Analítica e Antroposofia se aproximam ou divergem? Embora não sejam sistemas equivalentes, ambos compartilham o propósito de favorecer o desenvolvimento integral do ser humano, em Jung, pela individuação, em Steiner, pela iniciação e pelo cultivo das capacidades anímicas e espirituais. A partir do capítulo “Cosmosofia” (OC 8/2), discuto a cosmovisão como atitude consciente e hipótese orientadora da vida, destacando a importância de uma imagem de mundo viva e não dogmática. Analiso também as críticas e reconhecimentos feitos por Jung à Antroposofia, compreendida como resposta simbólica às necessidades psíquicas modernas. Concluo que a Psicologia Analítica possibilita o indivíduo a construir uma cosmovisão que integra experiência, consciência e responsabilidade, permitindo-lhe viver de forma mais plena e consciente.

Abstração e Empatia são atitudes da consciência ao se expressar esteticamente, através de imagens que revelam o movimento das relações psíquicas entre nós, nossas clientes e o mundo.  Este texto convida a ampliar as formas de percepção sobre as imagens com um olhar mais desperto e analítico para as que emergem das experiências nem sempre agradáveis, mas potencialmente criativas.

Encontrar alguém é a expressão do desejo de relacionar-se com aquela pessoa para a qual transferimos emocionalmente os sentimentos que alimentamos em nós. Isto ocorre graças ao fenômeno da projeção, em que conteúdos inconscientes são deslocados para um objeto externo, que pode ser o indivíduo que desperta um apaixonamento, mesmo ao primeiro encontro.

Artigos científicos, publicados recentemente, têm como temas principais as questões relacionadas à Síndrome de Burnout e à Fadiga por Compaixão.  Em muitos deles aparecem estudos sobre estratégias para tratamento e/ou prevenção, incluindo o autocuidado. Este texto busca pensar o que significa autocuidado e se é o mesmo que cuidar de si. Também visa ampliar a discussão sobre os cuidados com o cuidador profissional, focando um pouco mais na figura do psicoterapeuta.

A solidão, longe de ser apenas um estado emocional, tornou-se um dos grandes desafios da saúde mental contemporânea, associada ao aumento de depressão, ansiedade, suicídio e declínio cognitivo. Diante desse cenário, ganha força a ideia de “solitude” como um estar só supostamente positivo e criativo. Questionamos o porquê e o significado dessa oposição gramatical. E com base em Jung, dados científicos, música e poesia, sugerimos uma reflexão: talvez a “solitude” não seja um contraponto à solidão, mas um parceiro necessário para que possa cumprir uma missão, permitir a integração das sombras, individuais e coletivas.