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Este artigo tem como objetivo provocar uma reflexão sobre os efeitos da atuação da sombra, como complexo, na vida do indivíduo e sua consequente influência em processos de adoecimento. O adoecimento surge como uma forma simbólica da psique manifestar aspectos inconscientes que pedem reconhecimento e integração. O quanto menos reconhecemos as mensagens do inconsciente, mais força e energia o complexo acumula e os sintomas e doenças surgem, como tentativa de uma autorregularão psíquica. O autoconhecimento para compreensão do indivíduo, de suas motivações inconscientes e de suas decisões de vida são um caminho para uma adaptação saudável a um mundo cada vez mais adoecido.

Poucas experiências humanas são tão dilacerantes quanto a traição. Seja no campo amoroso, familiar, financeiro, profissional ou nas amizades, ela reverbera na alma com uma dor profunda e persistente. No entanto, a traição não se limita ao eixo entre o “eu” e o “outro”; ela ocorre, muitas vezes, de forma interna e silenciosa. Traímos a nós mesmos quando nos submetemos a situações onde não gostaríamos de estar, ou quando nos obrigamos a permanecer em locais e conviver com pessoas que não ressoam com nossa verdade, sacrificando nossa integridade em nome de uma falsa estabilidade.

Para além do moralismo, este ensaio propõe um olhar cuidadoso da complexidade psíquica que envolve este tema tão dolorido.

Num encontro entre Jung, Nilton Bonder e Emma Bovary, abrimos um diálogo provocativo em que a traição pode vir a se tornar um rito de passagem.

A Psicossomática considera o indivíduo como um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural e que o adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe um conflito da consciência com o inconsciente. Com esse olhar holístico, ela vai em busca do sentido dos sintomas, que são um sinal de desordem.

Quais seriam essas desordens na psique do alcoolista?

Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber?

O que leva uma pessoa a chegar ao fundo do poço e mesmo assim querer continuar a beber?

Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool? Boa leitura!

A solidão, longe de ser apenas um estado emocional, tornou-se um dos grandes desafios da saúde mental contemporânea, associada ao aumento de depressão, ansiedade, suicídio e declínio cognitivo. Diante desse cenário, ganha força a ideia de “solitude” como um estar só supostamente positivo e criativo. Questionamos o porquê e o significado dessa oposição gramatical. E com base em Jung, dados científicos, música e poesia, sugerimos uma reflexão: talvez a “solitude” não seja um contraponto à solidão, mas um parceiro necessário para que possa cumprir uma missão, permitir a integração das sombras, individuais e coletivas.

Resumo: Cada ano, no último final de semana, Sarah é salva das águas pelos guardiões da Camarga….. Isso é parte…