Browsing: carl gustav jung

Entender a mulher contemporânea ajuda a compreender suas relações com a sociedade, parceiro/a (quando possui), filhos e consigo mesma. As estatísticas mostram que o papel de mãe está mudando, mas a sociedade ainda a coloca num lugar de abnegação em prol dos filhos. Refletir e tomar consciência sobre como essa identificação com o papel de mãe poderá gerar solidão, tristeza, dentre outros sintomas no ninho vazio é uma possibilidade de prevenção ao aparecimento da síndrome.

O Presente artigo comemora o aniversário de Nise da Silveira, importante psiquiatra que revolucionou a psiquiatria no Brasil, recusando-se a aplicar os tratamentos da época, que eram bastante violentos. O artigo fala da trajetória desta mulher extraordinária, do seu encontro com Jung, da participação no II Congresso de psiquiatria de Zurique, dos primeiros anos no hospital psiquiátrico do Engenho de Dentro e de seu trabalho com a terapêutica ocupacional. Fala ainda da fundação do Museu do Inconsciente e da Casa das Palmeiras, importante centro de acolhimento aos doentes mentais proporcionando contato com diversas expressões criativas visando a melhora dos doentes, principalmente os esquizofrênicos.

A proposta do presente artigo é refletir sobre o processo artesanal da cerâmica como exercício simbólico e recurso terapêutico na despotencialização da função pensamento unilateralizada. Enaltecida pelo espírito do tempo, que considera a razão e a lógica como premissas supremas, a função pensamento torna-se uma armadilha para aqueles que a possuem como função dominante. Como evidenciado na teoria de Carl Gustav Jung, o indivíduo só consegue caminhar rumo à sua totalidade quando passa a integrar os conteúdos inconscientes. Sendo assim, a produção da cerâmica como expressão criativa apresenta-se com potencial para expressar conteúdos inacessíveis através apenas da intelectualidade, comprovando que formas não-verbais de comunicação possuem força simbólica, facilitam a integração das outras funções da consciência e abrem caminho para o desenvolvimento psíquico

O objetivo deste artigo é oferecer uma ampliação sobre o mito de Narciso, destacando e refletindo dinâmicas psíquicas importantes, que estão presentes desde o início na história. O que nos condena e às nossas relações? E, principalmente, como é possível, mesmo encurralados em extremos e polaridades, encontrarmos aquilo que ajuda a mirar o caminho?

Abstração e Empatia são atitudes da consciência ao se expressar esteticamente, através de imagens que revelam o movimento das relações psíquicas entre nós, nossas clientes e o mundo.  Este texto convida a ampliar as formas de percepção sobre as imagens com um olhar mais desperto e analítico para as que emergem das experiências nem sempre agradáveis, mas potencialmente criativas.

A solidão, longe de ser apenas um estado emocional, tornou-se um dos grandes desafios da saúde mental contemporânea, associada ao aumento de depressão, ansiedade, suicídio e declínio cognitivo. Diante desse cenário, ganha força a ideia de “solitude” como um estar só supostamente positivo e criativo. Questionamos o porquê e o significado dessa oposição gramatical. E com base em Jung, dados científicos, música e poesia, sugerimos uma reflexão: talvez a “solitude” não seja um contraponto à solidão, mas um parceiro necessário para que possa cumprir uma missão, permitir a integração das sombras, individuais e coletivas.

O Silêncio Pesado da Alma: A obesidade como grito do feminino ferido. O corpo não mente o que a psique tenta esconder: segundo a Psicologia Analítica, a obesidade pode ser interpretada como um mecanismo de defesa da psique feminina contra a rigidez da consciência. Analisamos como, simbolicamente, a gordura atua como proteção contra um Complexo, sugerindo que o excesso físico é o reflexo do peso não suportado na alma. O convite é cessar a guerra contra o corpo, para então acolher o tirano interno e permitir-se sentir o feminino.

Não basta perceber a Matrix, é necessário enxergá-la. Para tal, o indivíduo precisa enxergar a si mesmo, compreender quem ele é de fato. A clareza da visão interior transformará radicalmente a sua visão do mundo. Ele precisa se iluminar para trazer luz à humanidade que padece pelas trevas da ilusão coletiva. Este artigo analisa o arquétipo do iluminado a partir do filme Matrix, sucesso de bilheteria e de grande profundidade filosófica. Nele, o caminho do herói é demonstrado de forma bem elaborada, enquanto conversa com a individuação proposta por C. G. Jung e a sabedoria oriental.