Browsing: inconsciente coletivo

No filme “O Labirinto do fauno” (2006), a trajetória de Ofélia, interpretada pela atriz Ivana Baquero, pode ser compreendida como um processo simbólico de individuação, onde o sofrimento é ressignificado por meio de uma escolha ética. Ofélia não foge do mundo, ela o atravessa por dentro, transformando a dor em uma escolha que dá sentido ao caos. Em vez de evasão da realidade, observa-se uma integração psíquica que a reconcilia com a brutalidade do mundo externo. No labirinto, não há fuga, mas um retorno à própria alma.

Esse artigo levanta a questão da tão buscada realização, ser realizado. Como podemos entender o que é real, o que é concreto? Coloca-se a figura arquetípica do diabo, passando pelos conceitos de sombra, persona e individuação, bem como as falas e expressões socias na prática clínica sobre o alienar-se em prol de uma chancela social de ser realizado.

Muita coisa mudou nos últimos 100 anos nas vidas das mulheres ocidentais, especialmente aquelas que vivem nas grandes cidades. Algo do aspecto masculino (Animus) tornou-se bastante consciente e ativo, usando muito da energia psíquica das mulheres. Será que, de forma compensatória, teria algo do feminino nas mulheres foi tornado inconsciente, criando uma “nova” Anima?