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Este artigo tem como objetivo apresentar como o avanço da inteligência artificial (IA), sobretudo a IA generativa, tem transformado as formas de relacionamento humano. Em uma sociedade hiperconectada e orientada por dados, emergem novas formas de vínculo afetivo entre humanos e sistemas artificiais, como chatbots e assistentes digitais. A partir de um panorama contemporâneo, este artigo articula conceitos relacionados à inteligência artificial, IA generativa, engenharia de prompts e interfaces virtuais conversacionais com uma leitura fundamentada na psicologia analítica, perspectiva que contribui para compreender as conexões entre humanos e modelos de IA. Mais do que interpretar tais relações como meramente tecnológicas, trata-se de reconhecê-las como fenômenos psíquicos nos quais conteúdos inconscientes são mobilizados, projetados e, por vezes, intensificados. São abordados conceitos como inflação do ego, anima, animus e sombra, bem como uma leitura simbólica à luz do mito de Narciso e Eco.

Este artigo tem como objetivo ampliar o avanço da Inteligência Artificial (IA) para além do seu aspecto tecnológico, artificial ou tecnicista. Estaríamos observando o surgimento de um receptáculo de projeções divinas? Aquele que tudo vê, que sabe o que é melhor e que está presente em tudo, passaria a ter o peso de uma figura divina, devendo ser respeitado, seguido e venerado? A projeção divina se deslocaria assim para a IA, mas que, nos dias de hoje, talvez ganhe mais relevância ou respeito do que os deuses antigos na contemporaneidade, já que, afinal de contas, o homem é quem a criou e isso parece fazer parte do monoteísmo da consciência.