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Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições. (Manoel de Barros) Recebi de uma paciente o convite para…
Star Wars (Guerra nas Estrelas), é uma franquia de filmes americanos muito além das incríveis batalhas espaciais do bem contra o mal. O diretor George Lucas se serviu fartamente de padrões mitológicos nos roteiros dos filmes: a jornada do herói, luta do bem contra o mal, discussões políticas e carismáticos personagens. Um assunto presente nos temas míticos é o embate de filhos contra os pais. Na mitologia cosmogônica grega, a tríade de Deuses-pais Urano-Crono-Zeus exemplificam o exposto, quando Crono castra o pai e o destrona, para mais tarde ser confrontado e destronado por Zeus. Star Wars também traz um olhar sobre a busca do pai e sobre o complexo paterno negativo que abarcam os personagens Anakin-Vader-Luke. A história começa em Tatooine, com o nascimento do pequeno Anakin Skywalker.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que atualmente 68% das mães que trabalham fora estão adoecidas com sintomas da mais nova síndrome da contemporaneidade: Mommy Burnout – apresentando sensação de exaustão, tensão emocional e estresse crônico gerados pela rotina materna. São mães que se sentem infelizes e incapazes de cuidarem de seus filhos. Neste artigo, proponho ampliar esse sofrimento sob a ótica Junguiana, onde essa não felicidade pode ser compreendida a partir da desconexão com os instintos maternos transgeracionais. Ao longo de décadas, as mulheres evoluíram, alcançaram espaços na sociedade, conquistando mais protagonismo, respeito e responsabilidades. Por outro lado, se distanciaram dos saberes da maternagem que constituem o arquétipo da Grande Mãe, seja de forma consciente ou inconsciente, acreditando que não sabem nutrir, acolher e cuidar. A necessidade de adequação na sociedade patriarcal e machista atual, transformou a forma de ser, pensar, agir e sentir do feminino, onde os aspectos da Grande Mãe foram colocados na sombra. Desta forma, observamos mães adoecidas, perdidas, vivendo a luta da maternidade real versus a idealizada.
É muito comum nos depararmos com o problema da falta de tempo e tudo o que ele nos provoca, apesar de toda tecnologia do mundo moderno, parece que cada vez mais estamos submersos na falta de tempo. Estamos sempre em busca de ser mais eficiente em qualquer tarefa, buscamos por soluções rápidas que possam agilizar o dia a dia. Uma eterna busca de mais tempo para ser consumido pela nossa falta de tempo. Mas, você já se perguntou por que isso tem acontecido? A proposta deste novo artigo é refletir sobre esse questionamento e tantos outros que acabam surgindo a respeito do mesmo problema.
Arte ou loucura? Difícil dizer quando se está na frente de uma peça produzida por Bispo do Rosário. Nascido em 1911 em Sergipe, ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde em 1938 teve seu primeiro surto psicótico. Foi diagnosticado como esquizofrênico paranoico. Entre 1940 e 1960, alternou períodos de internação e de moradia em outros lugares até se internar na Colônia Juliano Moreira em 1964, onde ficou até morrer em 1989. Talvez a resposta seja uma arte divinamente louca. No melhor sentido. Boa leitura!
Carta aberta do coordenador dos cursos de pós-graduação do IJEP em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Arteterapia e Expressões Criativas, aos alunos e interessados
Esse artigo traz uma reflexão sobre o curioso hábito da comunidade gay masculina de se classificar em uma miríade de tribos. Qual o motivo dessas classificações e como podemos entender esse fenômeno na clínica?
Quem sabe se a vida não é morte, e a morte, vida? É possível que façamos parte dos mortos. Platão Dia…
Como entender que um momento de tanta felicidade após o nascimento de um bebê, geralmente comemorado por toda a família…
Vivemos uma morte de tudo que conhecíamos. Assistimos a morte de milhares de pessoas no mundo e, no paralelo, discutimos o futuro da economia. Mas a economia depende dos vivos. Nesse embate, não há como não lembrar de Antígona, a tragédia de Sófocles. É a ela que recorremos nesse ensaio para propor uma reflexão com o que hoje estamos enfrentando com essa pandemia.