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No século XII, em plena Idade Média, período em que às mulheres cabiam o silêncio e a obediência aos maridos, além de serem proibidas de estudar e ter acesso aos livros, viveu uma mulher que ganhou grande notoriedade. Santa Hildegarda de Bingen se destacou em teologia, filosofia, música e medicina, entre outras áreas. Respeitada como profetiza e visionária, Hildegarda deixou registrado em sua obra um vasto conhecimento sobre medicina integrativa. Seu tratamento compreendia aliar remédios a partir de plantas medicinais a um estilo de vida mais harmônico, tanto consigo mesmo, quanto com a natureza e com o divino. Até os dias atuais, podemos perceber sua influência em movimentos ecológicos, pacifistas, naturalistas e até feministas. Sua visão, que integrava corpo, mente e alma, não faria dela uma psicossomatista em plena Idade Média? Esse artigo traz um pouco de sua incrível história e se debruça sobre sua faceta de curadora de corpos e almas.
Este artigo tem como objetivo provocar uma reflexão sobre os efeitos da atuação da sombra, como complexo, na vida do indivíduo e sua consequente influência em processos de adoecimento. O adoecimento surge como uma forma simbólica da psique manifestar aspectos inconscientes que pedem reconhecimento e integração. O quanto menos reconhecemos as mensagens do inconsciente, mais força e energia o complexo acumula e os sintomas e doenças surgem, como tentativa de uma autorregularão psíquica. O autoconhecimento para compreensão do indivíduo, de suas motivações inconscientes e de suas decisões de vida são um caminho para uma adaptação saudável a um mundo cada vez mais adoecido.
A Psicossomática considera o indivíduo como um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural e que o adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe um conflito da consciência com o inconsciente. Com esse olhar holístico, ela vai em busca do sentido dos sintomas, que são um sinal de desordem.
Quais seriam essas desordens na psique do alcoolista?
Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber?
O que leva uma pessoa a chegar ao fundo do poço e mesmo assim querer continuar a beber?
Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool? Boa leitura!
Artigos científicos, publicados recentemente, têm como temas principais as questões relacionadas à Síndrome de Burnout e à Fadiga por Compaixão. Em muitos deles aparecem estudos sobre estratégias para tratamento e/ou prevenção, incluindo o autocuidado. Este texto busca pensar o que significa autocuidado e se é o mesmo que cuidar de si. Também visa ampliar a discussão sobre os cuidados com o cuidador profissional, focando um pouco mais na figura do psicoterapeuta.
O Silêncio Pesado da Alma: A obesidade como grito do feminino ferido. O corpo não mente o que a psique tenta esconder: segundo a Psicologia Analítica, a obesidade pode ser interpretada como um mecanismo de defesa da psique feminina contra a rigidez da consciência. Analisamos como, simbolicamente, a gordura atua como proteção contra um Complexo, sugerindo que o excesso físico é o reflexo do peso não suportado na alma. O convite é cessar a guerra contra o corpo, para então acolher o tirano interno e permitir-se sentir o feminino.
Resumo: Este artigo apresenta o relato de um caso clínico vivenciado no contexto terapêutico, que ilustra a indissociável relação entre…
O artigo explora a transformação masculina através da anima, com base no Mito de Percival e nas teorias de Jung e Johnson. Destaca-se a importância da anima como uma força primitiva que desafia abstrações, enfatizando sua natureza complexa. A dualidade, confronto com obstáculos externos, e a necessidade de cura interna são abordados, assim como o papel do mito na busca pela totalidade. A influência duradoura da figura materna é analisada através do mito do dragão. Em conclusão, destaca-se o processo de integração como essencial para a realização pessoal. O artigo oferece uma exploração profunda da jornada do homem em busca de autenticidade através da transformação da anima.
Neste artigo trago a possibilidade de compreender psique e matéria como uma unidade a partir do caminho vislumbrado por Jung e explorado mais a fundo por von Franz, em que o mundo arquetípico dos números naturais seriam a chave para esse entendimento.
Em tempos de mídias sociais as dinâmicas do desejo e da atração ficaram mais escancaradas. Pessoas estão expostas em vitrines virtuais em suas buscas por parceiros e dessa forma ficam mais óbvios padrões que talvez pudessem passar desapercebidos. Um dos padrões que pode ser percebido na dinâmica entre homens gays é a de supervalorização da masculinidade.
O feminino está profundamente atrelado ao ciclo corporal que permite a geração da vida. Hoje consigo relacionar melhor as fases…
