Resumo: O texto propõe uma reflexão simbólica sobre a maternidade a partir do conto da Mulher-Esqueleto, narrado por Clarissa Pinkola Estés, interpretando-o à luz da psicologia do feminino.
A narrativa mítica, que apresenta o processo de morte e renascimento da mulher-esqueleto após ser acolhida e cuidada por um pescador, é utilizada como metáfora para compreender as transformações psíquicas mobilizadas pela gestação e pela experiência materna. Nesse contexto, discute-se como o complexo materno pode ocupar temporariamente o centro da vida psíquica da mulher, mas também como, ao longo do tempo, torna-se necessário um movimento de retorno à própria individualidade, permitindo que a maternidade seja integrada entre outras dimensões da identidade feminina.
O texto também alerta para o risco de uma unilateralização da consciência quando a maternidade passa a constituir o único sentido da vida, situação simbolicamente associada à figura de Deméter, podendo gerar efeitos sufocantes nas relações familiares. Assim, enfatiza-se a importância da autorreflexão e da busca de equilíbrio psíquico para que a maternidade seja vivida como uma experiência transformadora, mas não totalizante.
Ser mãe é inato à mulher!
Já iniciamos nosso texto refletindo sobre uma frase muito falada, entretanto, precisamos questionar o quanto de verdade existe nessa afirmação.
A ideia de maternidade como entendemos hoje vem sendo cunhada desde o século XVII, com a expansão da burguesia e a transformação socioeconômica decorrente do processo de industrialização. Para sustentar a sociedade capitalista, à mulher foi sendo delegada a função de maternidade e cuidados de casa. O capital precisa de trabalhadores e consumidores de seus produtos, e garantir essa rotatividade era necessária. Reforçada pela Igreja, de que o sexo era destinado à procriação, as mulheres praticamente passavam suas vidas inteiras grávidas, com altas taxas de mortalidade infantil e materna. Era comum os homens terem várias esposas e muitas filhos ao longo da vida. Olhando nessa perspectiva, a base social ficou a cargo dos corpos femininos, com múltiplas gravidezes, desgaste físico e da saúde, e sobrecarga de trabalho.
Essa divisão social do trabalho que impôs às mulheres a maternidade como trabalho a ser executado para que seja considerada uma mulher de sucesso perante os pares. Então, podemos concluir e desmistificar que a maternidade definitivamente não é inata às mulheres. Essa frase é fruto de um constructo social e projeto político.
Para além disso, com os avanços do capitalismo, e a conquista feminina no espaço de trabalho, a jornada dupla (às vezes tripla) se tornou uma realidade cruel.
É demandado da mulher que ela seja “forte”, “independente”, “líder”, “autossuficiente” e ainda, mãe, esposa, donzela, bonita, esteticamente impecável e que nunca envelheça.
A realidade apresentada nos tempos modernos é esmagadora. Com o aumento da inflação, e a necessidade de lucros, o capitalismo requer que a mulher trabalhe com dedicação e integralidade. As empresas, cada vez mais requerem cargas horárias de trabalho grandes. No mundo capitalista, o capitalismo nunca perde. É nítido que quanto mais mulheres forem produtivas, mais consumidoras teremos. Isso não é um apelo para que as mulheres deixem de trabalhar, mas sim, que tenhamos a ciência que a jornada dupla exige um grau de saúde física e mental que beira um risco à saúde pública.
Não existe amor maior do que o amor de mãe!
A maternidade, em sua origem, é arquetípica e nos remete ao início de tudo: da vida, da humanidade, do próprio ser. Quem teria sido a primeira mãe? Ou, ainda, qual foi a primeira mulher a reconhecer, em si, a consciência da maternidade?
Segundo a tradição cristã, Eva seria a primeira mãe — aquela que, ao comer o fruto proibido da árvore do conhecimento, inaugura a consciência humana e abre esse limiar para toda a humanidade. No entanto, muito antes de Eva, diversas entidades sagradas femininas já habitavam o imaginário simbólico das culturas antigas. Estudos arqueológicos vêm revelando a existência de civilizações com mais de dez mil anos, nas quais o princípio feminino e materno ocupava lugar central.
O conceito de arquétipo é fundamental para a compreensão da Psicologia Analítica. O termo não foi cunhado por Carl Gustav Jung, mas foi utilizado por este para definir os moldes psíquicos.
Para Jung (2013, § 280), em OC 8/2,:
“Os arquétipos são formas de apreensão, e todas as vezes que nos deparamos com formas de apreensão que se repetem de maneira uniforme e regular, temos diante de nós um arquétipo, quer reconheçamos ou não seu caráter mitológico.”
Em outras palavras, devemos reconhecer a importância do conceito de arquétipo no que tange à compreensão da natureza humana. O arquétipo é um molde vazio em que as experiências pessoais e coletivas são arquivadas. A imagem arquetípica é a única coisa que o indivíduo pode acessar, sendo nutrido por suas experiências individuais.
Seja Eva ou não a primeira mãe, o que importa é reconhecer que a gestação é condição essencial para a existência humana.
Ela se articula a outros arquétipos igualmente basilares, como os da vida e da morte, revelando a maternidade como um campo de profunda ambivalência. Um conto particularmente interessante, trata sobre o ciclo de morte-vida e morte do amor, é muito rico e mostra a ambivalência do amor.
O conto da mulher-esqueleto, apresentado pela autora Clarissa Pinkola Estés (2014), narra uma antiga história do povo esquimó sobre uma jovem que é lançada ao mar pelo próprio pai.
No oceano, seu corpo é devorado pelos peixes, restando apenas seu esqueleto. Ali ela permanece por muito tempo, até que um jovem pescador prende inadvertidamente seu anzol nas costelas da mulher-esqueleto e acaba içando-a para dentro de seu barco.
Assustado com a aparição, o pescador não percebe que sua linha e sua rede de pesca se enroscam no esqueleto. No desespero de se livrar daquela visão aterradora, ele foge em direção ao seu iglu, arrastando-a consigo, sem perceber que ambos estão presos pela mesma rede. No caminho, a mulher-esqueleto consegue engolir alguns peixes que o homem havia colocado para secar e, após muito tempo, volta a se alimentar.
Quando finalmente chegam ao iglu, o homem percebe que ela continua ali. Ao notar sua respiração tranquila, começa lentamente a desenredá-la da rede de pesca e a cobre com peles para aquecê-la. Aos poucos, ele se sente tomado pelo sono e, ao adormecer, deixa cair uma lágrima. A mulher-esqueleto sorri e sorve essa lágrima — que para ela é como um rio — saciando sua sede.
Então, ela retira o coração do homem, que bate como um grande tambor, e começa a batucar em suas duas faces enquanto entoa um canto. Canta para que seu corpo volte a ter carne, cabelos, olhos saudáveis, mãos fortes e macias, seios, ventre e todas as formas que constituem uma mulher. Depois, ainda cantando, deita-se ao lado do homem e devolve o grande tambor — o coração — ao seu corpo. Assim, ao amanhecer, os dois despertam abraçados, juntos de um modo bom e restaurado.
O conto da Mulher Esqueleto, sob uma leitura simbólica, aproxima-se da experiência da maternidade e da gestação.
Durante a gravidez, muitas mulheres entram em contato com aspectos profundos de si mesmas: memórias antigas, emoções esquecidas, histórias familiares e conteúdos psíquicos que estavam adormecidos. Assim como no conto, esse encontro nem sempre é imediato ou confortável. Muitas vezes, ele exige tempo, paciência e delicadeza para desatar nós internos.
Diferentes mulheres relatam que, durante o período de gestação, sonham com as gerações anteriores e entram em contato com a ancestralidade feminina. Esse momento pode se tornar uma oportunidade de conexão com a própria criança interna, de revisitar memórias e de promover um movimento de maior aproximação com a mãe ou com outras figuras maternas presentes em sua vida. Nesse período, torna-se possível compreender melhor a miríade de sentimentos pelos quais diferentes mulheres passam. Trata-se de uma experiência profunda e poderosa para quem a vivência.
A Mulher Esqueleto também fala sobre o ciclo vida–morte–vida. Na maternidade, algo semelhante acontece no plano psíquico: para que uma nova vida chegue, uma parte da identidade anterior da mulher precisa se transformar. A mulher que existia antes da gestação não desaparece totalmente, mas passa por uma reorganização profunda. Nesse sentido, a maternidade pode ser vista como um processo de renascimento simbólico, no qual uma nova identidade feminina começa a se formar.
Assim como o pescador oferece seu próprio coração para que a Mulher Esqueleto recupere sua vida. Esse gesto simboliza entrega e abertura para a transformação. A maternidade, de maneira semelhante, envolve uma experiência intensa de doação psíquica e emocional, que frequentemente amplia a capacidade de cuidado, vínculo e sensibilidade. Também apresenta o medo do desconhecido, do que estar por vir.
Ser mãe é padecer no paraíso!
Gestar é um ato de profunda entrega, uma conexão entre almas mediada pelo corpo. Nesse período, a mulher pode entrar em contato mais direto com sua corporeidade, com os instintos, com o complexo materno que a habita e com conteúdos do inconsciente. É como se, durante a gestação, estivéssemos mais próximas de um limiar entre a consciência e o inconsciente.
O corpo feminino vira fonte de vida e nutrição, abrigo e proteção, e muita transferência inconsciente da mãe para o filho ou filha, que chamamos de projeções.
As projeções são inconscientes, a mulher não tem domínio sobre, mas pode pressentir através de sonhos, intuições e sensações.
É importante também destacar que a vida vivida que os pais podiam ter vivido, é herdada pelos filhos, sob uma forma oposta. Isso significa que os filhos são forçados inconscientemente a tomar um rumo na vida projetado pelos pais (JUNG, 2013). Por isso, esse mergulho ao inconsciente que a gestante pode fazer durante todo esse período simbiótico com a criança é um movimento importante para ambos.
Jung dedicou boa parte de suas obras completas debruçado sobre a importância do complexo materno na formação da psique do indivíduo. O complexo é um conjunto associativo de experiências do indivíduo com tonalidades afetivas, no qual reside um núcleo arquetípico.
O complexo materno é de suma importância, por ser o primeiro complexo a ser constituído. Quando nascemos somos indiferenciados com a mãe, sendo que conhecemos o mundo a partir dessa figura que cuida, alimenta e protege, na maioria das vezes assim deveria ser.
A discussão acerca dessa frase passa pelo fato de que o padecimento é um tipo de sofrimento. Que sofrimento é esse que se dá num “paraíso”? Quando refletimos sobre a incongruência que é esperar que uma mulher sofra, enquanto sorri, percebe-se que não podemos exigir e outorgar esse poder ao corpo de outra mulher de forma incondicionada, como se ela fosse inatamente apegada à isso.
A maternidade, em sua ambivalência, carrega sinais luminosos e sombrios na mesma medida. Sentimentos de alegria e melancolia, medo e coragem, segurança e insegurança, entre muitos outros. Tudo concorrendo no mesmo espaço interno e externo, num corpo em mudança. É um período de grande caos hormonal, emocional e psíquico.
Na hora você esquece toda a dor!
Após os nove meses de gestação, em média, outro momento crucial ocorre: o parto. No imaginário feminino, mesmo para mulheres muito racionalizadas, existe um temor ou preocupação de como será esse momento. O medo pode ser relacionado ao instinto de autopreservação. Gestar e parir provoca diferentes consequências ao corpo feminino.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2023, aproximadamente 260 mil mulheres morreram em decorrência de causas relacionadas à gravidez ou ao parto — o que significa que mais de 700 mulheres morrem todos os dias por causas evitáveis ligadas à gestação e ao nascimento. Esses dados corroboram o medo ligado às altas taxas de mortalidade do passado, e ainda presente em países pobres e nas classes sociais mais baixas e com menos acesso a serviços de saúde e qualidade de vida.
Além disso, uma cesárea é a única cirurgia em que se espera que após 6 horas a paciente esteja andando e nutrindo outro ser humano. Lembrando que a cesárea é uma cirurgia de grande porte com todos os riscos envolvidos. É uma cirurgia que uma mulher faz acordada, sem anestesia geral. E espera-se, ainda hoje, que a mulher “não tema nada.”
Quando nasce um filho, nasce uma mãe!
Na nossa experiência, o nascimento dos filhos nos faz perceber, de forma concreta, o peso e a profundidade da responsabilidade que repousavam em nossos braços. Nutrir, cuidar e proteger tornaram-se necessidades vitais daquele ser totalmente indefeso, dependente por um longo período de sua vida. Diferentemente dos animais não humanos, o ser humano atravessa uma gestação prolongada, que não se limita ao útero, mas se estende para além do nascimento.
Ainda que a criança venha a andar sozinha, ela permanece incapaz de garantir a própria sobrevivência, necessitando de cuidado, vínculo e sustentação por muitos anos.
Uma mãe nasce quando um filho nasce? Sim e não. Embora o nascimento da criança convoque a mulher para a função materna, o ideal de mãe que a antecede já está dado no imaginário coletivo. O arquétipo materno, tal como é alimentado por cada sociedade, constrói imagens normativas da “boa mãe”: disponível, intuitiva, abnegada e naturalmente competente. Esse ideal, quando rigidamente incorporado, pode afastar a mulher de sua experiência real, produzindo sentimentos de inadequação e culpa.
Winnicott nos lembra que não existe a mãe perfeita, mas a mãe suficientemente boa, aquela que falha, repara e se adapta de maneira gradual às necessidades do bebê.
O termo “mãe suficientemente boa” foi cunhado por Winnicott para evitar a idealização da maternidade e destacar que a mãe não precisa ser perfeita – ela começa por atender quase completamente às necessidades do bebê e vai gradualmente se adaptando menos à medida que ele cresce, permitindo que este tolere pequenas frustrações de modo saudável. Ou seja, a maternidade é construída por cada mulher, e difere entre as sociedades, não é inata ou imediata.
O amor é uma construção diária, que se dá nos pequenos gestos e na intimidade com o bebê. Se o amor de uma mãe fosse incondicionado, não existiriam mães que abandonam seus filhos.
Uma mãe vive para seus filhos!
Em uma leitura junguiana, o arquétipo da Grande Mãe carrega em si uma ambivalência fundamental: é fonte de vida, nutrição e proteção, mas também de angústia, ameaça e dissolução. Os choros noturnos, as dificuldades na amamentação e a insegurança inicial confrontam a mulher com essa polaridade, deslocando-a do ideal para a experiência viva. Assim, ser mãe não é a realização imediata de um modelo arquetípico, mas um processo relacional e simbólico, aprendido no encontro contínuo entre mãe e filho, onde ambos se transformam.
Em Símbolos da Transformação, Jung formula as qualidades opostas da mãe: amorosa e terrível ao mesmo tempo. O paralelo histórico também expressa essa ambivalência do arquétipo materno – Maria (Imaculada), Kali associada à morte e destruição. O conceito Prakrti atribui três princípios fundamentais ao materno: bondade, paixão e escuridão. Embora a figura da mãe seja universal, ela varia na experiência prática de cada um, possuindo um caráter mais limitado para essa mãe individual. Com isso, Jung apresenta a ideia de que não é a mãe individual que influencia a psique infantil unicamente, o arquétipo projetado sobre essa mãe confere a ela um caráter numinoso e quase divino (JUNG, 2014).
A maternidade possui tamanha força, que no período paleolítico e neolítico, quando o homem ainda não associava a gestação à fecundação. Não se entendia a gravidez como fruto da sexualidade e sim como algo divino. As Deusas da antiguidade eram femininas, Deusas mães, ligadas à terra e à fertilidade (Stone, 2022).
Essa história que por muito tempo foi apagada pelos homens, vem sendo estudada e revisitada por diferentes estudiosos. É importante entender o passado e o presente, pois eles influenciam o arquétipo materno, base do complexo materno.
Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe (James Joyce)
O complexo materno pode gerar impactos tanto em filhos quanto em filhas. Nos homens, quando ativado em excesso, pode resultar em comportamentos dom-juanistas ou homossexuais; já nas mulheres, pode manifestar-se na fixação na maternidade, em um eros exacerbado, em uma identificação excessiva e dependente em relação à mãe ou ainda em um antagonismo em relação a ela (JUNG, 2014).
Podemos esperar que, durante a gestação — entendida aqui em sua dimensão mais ampla, que inclui também a chamada gestação “extraútero” —, a mulher seja profundamente mobilizada pelo complexo materno. Nesse período, é comum que a experiência psíquica se organize intensamente em torno da maternidade, envolvendo o corpo, os afetos e o imaginário.
Com o passar do tempo, porém, tende a emergir novamente o movimento de retorno ao mundo. A mulher gradualmente retoma o vínculo com sua própria jornada individual, reconectando-se com outras dimensões de si mesma. Assim, a maternidade deixa de ocupar o centro absoluto da experiência psíquica e passa a constituir uma entre as muitas personas que podem se manifestar ao longo da vida.
Entretanto, algumas mulheres encontram dificuldades para realizar esse movimento de retorno a si mesmas, podendo manifestar o que podemos chamar de sintomas demeterianos. Assim como a deusa Deméter, passam a investir na maternidade o sentido central — e, por vezes, exclusivo — da própria vida.
Quando isso ocorre, a experiência materna tende a tornar-se unilateral e excessivamente totalizante. Tal configuração pode gerar efeitos sufocantes nas relações ao redor: tensiona o vínculo com o(a) parceiro(a), dificulta a circulação afetiva na família e, sobretudo, pode restringir o espaço psíquico necessário para o desenvolvimento e a autonomia dos próprios filhos.
O complexo materno, assim como os demais complexos, necessita receber uma quantidade de energia psíquica que permita a circulação saudável da vida psíquica e das relações.
Quando há uma unilateralização da consciência em torno de um único aspecto da vida — neste caso, a maternidade —, a própria mulher pode acabar sendo prejudicada por essa dinâmica. Em alguns casos, crises no relacionamento conjugal surgem como indícios dessa unilateralidade, sendo frequentemente percebidas ou nomeadas pelo(a) parceiro(a). Nesses momentos, a capacidade de autorreflexão, bem como a abertura para buscar apoio ou ajuda especializada, pode contribuir para a ampliação da consciência e para uma reorganização mais equilibrada da experiência psíquica.
A gestação e o nascimento de um filho frequentemente mobilizam camadas profundas da psique feminina, colocando a mulher em contato com dimensões arcaicas do feminino — com a vida, mas também com perdas, transformações e renascimentos. Assim como na narrativa apresentada por Clarissa Pinkola Estés, a vida só retorna quando há tempo, cuidado e disposição para desenredar os nós que prendem aquilo que foi lançado às profundezas.
Nesse sentido, a maternidade pode ser compreendida não como um destino que absorve toda a existência da mulher, mas como uma experiência transformadora que, quando integrada de forma consciente, permite que diferentes dimensões do feminino encontrem novamente seu lugar na vida psíquica e relacional.
Autoras:
Ercília Simone Magaldi – Didata do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa – IJEP
Michella Cechinel Reis – Analista em formação pelo IJEP
Paula de Azevedo Bernardi Peñas – Analista em formação pelo IJEP
Referências:
ESTÉS, C.P. Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. 1 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.
JUNG, C.G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. 11 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
JUNG, C.G. O desenvolvimento da personalidade. 14 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
JUNG, C.G. A natureza da psique. 10 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
STONE, M. Quando Deus era mulher. São Paulo: Goya, 2022.
Winnicott, D.W. O brincar e a realidade. São Paulo: Ubu Ed., 2019.
World Health Organization. Maternal mortality. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/maternal-mortality?. Acesso em 23 de janeiro de 2026.

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