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A temática desse artigo diz respeito ao servir. Vivemos a contemporaneidade que preza e direciona a homogeneidade, que aos poucos nos isola e afasta de uma identidade individual. O servir fala da ampliação e do genuíno desenvolvimento da consciência e com isso alcançar o homem inteiro. Assim, o desejo de encontrar o propósito da vida estará na disposição honesta do sacrifício da jornada.

Pégaso, o cavalo alado, ou Crisaor, o gerador de monstros? Como colocar compreensivamente um “e” onde nossa cultura prefere um “ou”, que ordinariamente nos atola no pântano do dualismo e nos transforma em vítimas de unilateralidades perversas? O símbolo (syn+ballein) une, em vez de separar.

No Brasil, a relação entre torcedores e seus clubes é uma paixão profunda, integrada à identidade cultural. Além do apoio esportivo, essa conexão cria uma comunidade única, onde as emoções durante as partidas são intensas. Vitórias geram celebrações efusivas, enquanto derrotas podem causar tristeza palpável. Os estádios se tornam templos onde rituais, superstições e tradições fortalecem esse vínculo. As rivalidades entre clubes acentuam ainda mais essa paixão, transformando jogos em embates culturais carregados de história e emoção.
Isso nos leva a questionar se existe uma mitologia do futebol e o que observar essa experiência cultural e emocional que une pessoas de diferentes origens em torno de uma mesma paixão poderia nos ensinar sobre a sociedade contemporânea.

Nosso trabalho com gestantes adolescentes é uma realidade que nos convoca a refletir sobre o assunto e tentar entender o fenômeno e assumir uma postura mais humanizada e compreensível diante desses parturientes.
Apesar de termos conhecimento sobre os agravos de uma gestação na adolescência isto e, seus riscos para a saúde materna e fetal, não podemos deixar de pensar sobre as questões que envolvem o social, familiar, individual e psicológico.
Na adolescência observa-se as transformações biológicas cognitivas, emocionais, sociais e seu desenvolvimento social. Os padrões infantis são questionados e reelaborados, fazendo com que ele possa ser inserido no mundo adulto, ou seja construindo sua identidade própria.

A partir das ideias de Jung e Byung-Chu Han, proponho, neste artigo que a análise deva ser a promotora, por excelência, da inatividade, da contemplação e do silêncio. Vamos refletir sobre como o espaço analítico pode ser subversivo e disruptivo em relação à lógica capitalista do desempenho e da alta performance. Com estes elementos, o fazer analítico torna-se terreno fértil para que seja possível a EXPERIÊNCIA, onde o inconsciente se manifesta, trazendo a possibilidade do outro, do desconhecido e do criativo.

Todos nós buscamos sempre entrar em contato com a nossa melhor versão e resistimos à ideia de que para chegarmos perto do melhor em nós teremos que inevitavelmente conhecer também a nossa pior versão. Imaginar que também somos o que não queremos, que aquilo que repudiamos no outro também pode pertencer a nós, que podemos fazer aquilo que não gostaríamos de assumir nem para nós mesmos é assustador. Mas a verdade é que nós somos imperfeitos e conhecer esse estranho que habita em nós é essencial para a busca da nossa totalidade.
Faz parte do processo de desenvolvimento da personalidade a busca por pertencimento e aprovação do outro, porém, por mais que façamos manobras para nos tornar melhores, ‘limpando’ tudo que julgamos como ruim, não somos blindados do contato com a sombra.
Não importa o quanto nossa persona esteja trabalhada ou o quanto adaptada ao coletivo ela esteja. O próprio meio, e não somente nossas questões pessoais, vão continuar nos proporcionando meios de contato com esses conteúdos sombrios a fim de reconhecermos o que tanto nos afeta e de qual forma podemos lidar com eles. Achamos que quanto mais ajustados à polaridade contrária da sombra, mais estaremos seguros. Contudo, acontece justamente o oposto. E é neste momento que o ‘ponto cego’ aparece.
Quando mudamos a pergunta “o que eu tenho a ver com ela?” por “em qual momento eu a considerei como conflitante a mim?” conseguimos compreender o sentido desses conteúdos nos perturbar e decidimos como reagir à eles. Quando trazemos para perto da consciência, tiramos um pouco da carga afetiva desta energia autônoma e buscamos recursos para lidar com ela ou transformá-la.

A partir da vivência que tive da morte de minha mãe neste semestre, escrevi este artigo para estudar e conhecer com um pouco mais de profundidade os arquétipos da Vida e da Morte. Partindo do mito de Eros e Tânatos, conhecidos como representações destes arquétipos, busquei na psicologia analítica referências sobre como, a partir da vivência de um processo de morte, buscar simbolicamente na vida o que precisa morrer para o novo possa renascer.

Este artigo discute à luz da teoria junguiana um processo que diferencia o ser humano de outras espécies: sua capacidade de simbolizar. Reflete sobre os significados do símbolo, a função transcendente e os desdobramentos do processo de simbolizar. Jung diz que o ser humano só se realiza por meio do conhecimento e da aceitação de seu inconsciente e os sonhos e seus símbolos ganham grande destaque nesse processo. Elementos do passado, como também prospecções e germes do futuro podem emergir do inconsciente por meio de símbolos, transcendendo nosso tempo imediato de vida. Ressalta-se que simbolizar é essencial ao processo de individuação, o sentido e o significado da existência humana.