Resumo: Este ensaio propõe uma reflexão sobre a atitude simbólica na psicologia analítica, compreendendo a imagem como linguagem própria da psique e, o símbolo, como principal mediador da relação entre consciência e inconsciente. A partir das contribuições de Carl Gustav Jung, Nise da Silveira e outros autores da tradição junguiana, discute-se o potencial transformador da imaginação, dos símbolos e dos recursos expressivos no processo terapêutico.
Como fio condutor da reflexão, utiliza-se o filme Sete Minutos Depois da Meia-Noite, no qual a relação entre Conor O’Malley e o Teixo-Monstro oferece uma rica metáfora para compreender o diálogo com as imagens interiores, a lida com o sofrimento e a função transcendente da psique.
O texto percorre o encontro entre o menino e a árvore como uma narrativa da transformação psíquica, mostrando como a imaginação, os sonhos, a arte e as histórias podem se tornar caminhos de elaboração, integração e cuidado com a alma. Defende-se que o desenvolvimento de uma atitude simbólica constitui uma via fundamental para a ampliação da consciência, a autorregulação psíquica e a construção de novos sentidos diante das experiências da vida.
Não encontrei outra forma de começar este artigo que não fosse por esta citação de Jung:
“A psique cria a realidade todos os dias. A única expressão que me ocorre para designar esta atividade é fantasia. A fantasia é tanto sentimento quanto pensamento, é tanto intuição quanto sensação. Não há função psíquica que não esteja inseparavelmente ligada pela fantasia com as outras funções psíquicas.(…) Por isso, a fantasia me parece a expressão mais clara da atividade específica da psique. É sobretudo a atividade criativa donde provêm as respostas a todas as questões passíveis de resposta; é a mãe de todas as possibilidades onde o mundo interior e exterior formam uma unidade viva, como todos os opostos psicológicos. A fantasia foi e sempre será aquela que lança a ponte entre as exigências inconciliáveis do sujeito e objeto, da introversão e extroversão.” (Jung, 2013a, p.73)
A psique produz imagens, atua através delas, e a lida com o universo imagético da psique demanda a entrega da lógica do controle, previsibilidade e de qualquer possibilidade de conhecimento de antemão ou metodologização. Simplesmente não é possível nenhum esquema predefinido ou domínio racional sobre o que nos é apresentado se quisermos um contato honesto, profundo, criativo e germinativo com as forças da psique. Precisamos iniciar o contato com as imagens através da máxima socrática “só sei que nada sei”.
A energia psíquica se move através das ações tomadas conscientemente e, também, pelas fantasias e produtos inconscientes. A postura do ego diante das imagens dará os contornos de como o consciente se relaciona com a totalidade psíquica, podendo se enrijecer na explicação excessivamente racional e na literalização dos fenômenos, ou se abrir para a troca e o diálogo com as antinomias e a aceitação que algo nos escapará e nunca será assimilado conscientemente, ou seja, a adoção do olhar simbólico.
O pensamento simbólico abre mão da racionalidade que explica e se volta ao irracional criativo, fértil, que movimenta a energia psíquica e fomenta a relação e o encontro com novos sentidos e com a diversidade, auxiliando nas contínuas necessidades adaptativas frente aos mundos externo e interno. Sobre isso, José Luiz Balestrini Jr, membro didata do Ijep, destaca que:
“(…) caso o indivíduo não dê atenção aos conteúdos do inconsciente através de experiências simbólicas criativas, este irá encontrar maneiras de se manifestar que, certamente, serão disfuncionais e carregadas de sofrimento. É nesse sentido que a imagem simbólica desponta como fundamental, já que, para Jung, a linguagem do inconsciente se constrói por meio dessas imagens”. (Balestrini Junior, 2023, pag. 32).
O FAZER CRIATIVO, A AUTONOMIA E A FORÇA TRANSFORMADORA DA IMAGEM
Trabalhar com as imagens internas está longe de ser uma atividade passiva, é uma opus que convoca o indivíduo para uma atitude tanto espontânea quanto ativa diante de seu processo terapêutico. As imagens e seu potencial simbólico demandam do ego, ao mesmo tempo, asas e raízes. Através de voos alçados pela imaginação e pelo fazer livre criativo é possível dar expressão concreta e forma visível aos conteúdos afetivos conscientes e inconscientes, proporcionando ao sujeito o confronto, a reflexão, o discernimento e as ações necessárias para ampliar e lidar com o que lhe ocorre.
A imaginação tem o poder de nos transformar, e a análise junguiana e as expressões criativas oferecem um vaso possível para acolher e explorar a força desse universo imaginal, como já nos contava a Dra. Nise da Silveira, psiquiatra brasileira e precursora da utilização da arteterapia para o tratamento de pessoas com esquizofrenia e em grave sofrimento psíquico:
“O processo psíquico desenvolve seu dinamismo por intermédio da criação de imagens simbólicas. “O símbolo é o mecanismo psicológico que transforma energia”. Assim, a objetivação de imagens simbólicas no desenho ou na pintura poderá promover transferências de energia de um nível para outro nível psíquico. A imagem não é algo estático. Ela é viva, atuante e possui mesmo eficácia curativa.” (Silveira, 2015, pag. 135)
Tudo o que nos afeta é real, quer exista ou não na dimensão concreta e objetiva da experiência humana, e quando uma imagem nos alcança, vinda de uma vivência consciente ou pelas vias do inconsciente, somos atravessados por emoções, ideias, sensações, memórias, intuições. Os complexos afetivos, sombra, persona, arquétipos, instintos e tudo o mais que nos habita chegam como imagens carregadas de energia psíquica, sejam elas visuais, sensoriais, olfativas, auditivas, narrativas etc. O trabalho simbólico cria expressão e representação para os conteúdos afetivos, que ao serem ampliados e aprofundados, estimulam o intercâmbio da energia psíquica entre os diferentes aspectos autônomos para produzir a autorregulação do sistema.
No início de suas pesquisas, através do teste de associação de palavras, Carl Gustav Jung constatou a autonomia do inconsciente e a existência de aspectos ocultos que constituem a totalidade psíquica e interferem na vida concreta do indivíduo, independente da vontade do eu.
Ao longo do desenvolvimento de sua teoria, que também foi construída a partir da relação criativa com suas imagens interiores, o psiquiatra suíço foi observando uma série de fatores que expressam essa autonomia, como, por exemplo, a precedência da dimensão coletiva instintiva e arquetípica, de onde a consciência nasce e se desenvolve, a dinâmica dos complexos afetivos e dos conteúdos sombrios, o mecanismo de projeção, a função transcendente e a manifestação dos sonhos.
Os processos da vida são, apenas em parte, compreendidos conscientemente. Sempre existirá o mistério e o incognoscível, aquele lado que nenhuma teoria que seja baseada na conhecida lógica e racionalidade conseguirá descrever, como aponta Jung:
“A ciência até hoje não foi capaz de apreender o enigma da vida, nem através da matéria orgânica, nem através das misteriosas séries de imagens que brotam da psique. Consequentemente ainda estamos à procura daquele princípio vital cuja existência devemos postular para além dos limites da experiência. Quem conhece os abismos da fisiologia fica aturdido, diante das suas manifestações, da mesma maneira como aquele que tem noções sobre a psique humana, terá uma sensação de desespero, só de pensar que este estranho ser especular jamais atingirá qualquer “conhecimento” por mais aproximado que seja”. (Jung, 2013b, p. 620)
A totalidade psíquica é transcendente e o símbolo é a melhor expressão possível de algo que não se pode conhecer completamente, unindo aspectos conscientes e inconscientes.
O símbolo designa “algo que, por trás do sentido objetivo e visível, oculta um sentido invisível e mais profundo” (Jacobi, 1990, pag. 75), comunica tanto uma presença quanto um vir a ser, aquele eterno mistério que faz com que a vida siga buscando. Segundo Goethe, “o simbolismo transforma o fenômeno em ideia, a ideia em imagem, de tal modo que a ideia permanece sempre infinitamente ativa e inatingível na imagem e, mesmo expressa em todas as línguas, permaneceria indizível” (apud Jacobi, 1990, pag. 75).
A fim de que a totalidade psíquica se expresse e encontre harmonia é, então, vital simbolizar e, para tal, é preciso uma escolha consciente de estabelecer relação com o mundo imaginal, a linguagem da alma. O diálogo com o que fala a partir do inconsciente requer que o ego, centro gestor da consciência, adote uma atitude simbólica diante do que lhe chega. A escuta e interação com as imagens e afetos precisa estar ancorada em um espaço que vai além da racionalidade e que abraça o olhar metafórico, o mistério. Para explorar o potencial imagético é necessário a rendição da razão em favor da intuição e do irracional criativo, diverso e fértil de sentidos e significados.
O Teixo-Monstro e a emergência do símbolo
Para nos ajudar a ver melhor, recorro, nesse momento, à colaboração de um personagem especial que atuará como uma espécie de coautor nesse texto, o Teixo-Monstro, a árvore fantástica que aparece no imaginário de Conor O’Malley para conduzi-lo em sua jornada ao longo do filme “7 minutos depois da meia-noite”, lançado em 2016 e baseado em um livro homônimo. O companheiro que habita a totalidade psíquica junto com o jovem Conor, logo de início, lhe aponta o portal de entrada para o caminho que trilharão juntos:
Conor O’Malley: Como esta história começa?
Teixo-Monstro: Ela começa como muitas outras histórias. Com um garoto muito velho para ser uma criança e muito jovem para ser um homem. E um pesadelo.
O conto surge como uma porta de acesso, através da qual o Teixo-Monstro conduz ao reconhecimento e ampliações acerca da tensão dos opostos constelados, frutos do estiramento entre as polaridades encarnadas na situação consciente do menino: ele é só um garoto, precisando lidar com situações, emoções e afetos difíceis até para gente grande. A árvore convida a ver o que assusta e a reexaminar, por outros ângulos, as imagens narrativas experienciadas até ali. O filme “7 minutos depois da meia-noite” narra o drama vivido pelo garoto, que precisa lidar com a doença terminal de sua mãe, o bullying na escola, ausência paterna, mudanças estruturais inevitáveis que evidenciam a difícil relação com a avó materna e toda uma dinâmica que se impõe sobre uma psique infantil, obrigada a dar conta de um mundo de caos, medos e incertezas.
O filme vai revelando um mosaico de angústias que expressa os conflitos, os sismos e a desordem que se precipitam sobre o caminho do menino, como se uma grande sombra se impusesse como escuridão e opressão sobre o destino que Conor tenta negar. Entre rabiscos, silêncios e desenhos secretos, a totalidade do pré-adolescente vai buscando suas válvulas e refúgios, até que emerge à consciência o Teixo-Monstro.
Esse personagem imaginário é um daqueles seres que habitam as profundezas da psique, uma imagem arquetípica que, como tal, possui autonomia, com sua coerência e vontade própria. Conor começa a aprender sobre a inescapabilidade de certas situações da vida, quando fatores do mundo externo e interno, simplesmente, se forçam a acontecer, escapando do controle e do querer do ego. Mas o drama que surge através da tensão de opostos também é o que torna possível o intercâmbio e o movimento da energia psíquica, capaz de levar a consciência a uma nova experiência.
Jung afirma que “o inconsciente se comporta de maneira compensatória ou complementar em relação à consciência” (Jung, 2013b, p. 132), visando o equilíbrio dinâmico e a autorregulação natural do aparelho psíquico.
A presença do Teixo-Monstro nos lembra e alenta, assim como Jung, que as forças que atuam na natureza se compensam e se complementam todo o tempo, na tentativa de promover a harmonia possível. Do lado de fora, uma fenda inevitável estava à espreita de Conor. Do lado de dentro, uma força psíquica, tão instintiva quanto espiritual, capaz de ensinar sobre a vida e suas medicinas, começava a despertar o menino através de seu sonho.
O Teixo-Monstro se torna, então, a representação do confronto com a sombra, ao mesmo tempo que parece ser um velho sábio, o condutor curandeiro. Exemplo da vivacidade de uma imagem capaz de comunicar os símbolos necessários para a transformação energética dos conflitos vividos pelo pequeno herói, auxiliando-o a encontrar, ao longo do trajeto, novos sentidos para o que lhe ocorre e uma nova adaptação. O Teixo avisa ao garoto “eu vim para te convocar”, anunciando a seriedade da ação consciente necessária para a condução da relação com o imaginário e seus mistérios: é uma convocação.
A imaginação como opus
Enquanto Jung nos ensina que é a colaboração entre fatores conscientes e inconscientes que torna possível o surgimento de uma nova atitude diante de si e da vida, o Teixo-Monstro emerge e atesta: “eu vim para te curar, Conor. Para que você possa enfrentar a pior coisa de todas e sobreviver”. Conor consente a escuta e se abre para o diálogo com a Árvore, estabelecendo a atitude simbólica necessária para que aquela colaboração aconteça. Em termos analíticos, o garoto cria condições para que a função transcendente da psique se ponha em ação.
Muito da elaboração simbólica de Conor é representada, no filme, através do trabalho com os sonhos e do que poderia ser compreendido como imaginação ativa, que são vias possíveis, na psicologia analítica, para dialogar e circumambular conteúdos inconscientes. Mas, no desenrolar do longa-metragem, é possível reconhecer uma série de outros recursos utilizados na clínica junguiana que auxiliam na amplificação e relacionamento com a imagem.
Aparecem no filme ferramentas arteterapêuticas e técnicas expressivas como o desenho, pintura, fotografia, os próprios contos e narrativas. Permitindo que emoção, intuição e sensações espontaneamente se manifestem, desviando do controle e limitação impostos pelo excesso de lógica e racionalidade.
Assim, é possível exprimir afetos e criar consciência a partir dos símbolos que se apresentam, e, ao mesmo tempo refletir com a razão, buscando nomear e dar contornos às dinâmicas psíquicas em curso. O protagonista cria um espaço para representar suas imagens internas, acessar memórias e falar sobre elas, estar ativamente diante de insights e das forças criativas e vivas de sua imaginação.
A opus, ou seja, o trabalho de criação de consciência, requer o diálogo da expressão das emoções e do mundo imaginal com a compreensão intelectual. Como destaca Nise da Silveira:
“Certamente será muito válido interpretar e compreender as produções da imaginação – sonhos, fantasias – nos distúrbios emocionais. Mas o caminho da interpretação intelectual não é o único caminho. Há também, segundo Jung, o método que sugere ao indivíduo a tentativa de dar forma visível às imagens internas que surgem em meio dos tumultos das emoções. Exprimir as emoções pela pintura será excelente método para confrontá-las. Não importa que essas pinturas sejam de todo desprovidas de qualidades estéticas. O que importa é proporcionar à imaginação oportunidade para desenvolver livre jogo e que o indivíduo participe ativamente dos acontecimentos imaginados. Mas, frisa Jung, a atividade plástica em si é insuficiente. O processo evolutivo da personalidade, num trabalho analítico, exige compreensão intelectual e emocional das representações perturbadoras, a fim de que possam ser integradas à consciência”. (Silveira, 2015, pag. 144)
São vários os recursos expressivos disponíveis e, quando o ego se rende à postura simbólica e metafórica, torna-se possível vivenciar o potencial gerador de significados das imagens.
O Teixo reaparece para nos lembrar que estamos diante da figura de um infante protagonista e que a imaginação infantil costuma ser mais fértil, menos condicionada por fatores culturais e mais estimulada, autorizada. Crianças imaginam coisas, certo? Ter amigos imaginários e conversar com coisas invisíveis é possível para a criança. Estão próximas dessa linguagem e são ricamente atravessadas por ela. Mas Jung nos diz que “não é o intelecto que realiza a criação de algo novo, mas o instinto lúdico agindo por necessidade interna. O espírito criador brinca com o objeto que ele ama” (Jung, 2013a, p. 185). Resgatar a ludicidade, a pureza e liberdade diante do imaginar é um caminho possível para aproximar o adulto da tão necessária atitude simbólica. “E por que não”? – nos pergunta o Teixo. Por que não podemos mais conversar com as árvores?
A coragem de simbolizar
Quando olhamos para a psique infantil com sua facilidade de acesso ao imaginário, sua flexibilidade para novos aprendizados e abertura ao desconhecido, podemos imaginar que o mundo interno, talvez, não seja tão raso e estreito como muitos racionalizam que é. O território da consciência tem seus limites, mas a dimensão inconsciente não. Ela é origem da consciência e suas imagens pulsam inquietas para criar mais vida. Talvez precisemos desconstruir crenças e condutas tacanhas a respeito da natureza da psique a qual pertencemos.
Outro ensinamento que a nossa grande amiga Árvore nos fala é que “há momentos em que a destruição é necessária, para abrir espaço para o que precisa ser construído”. Ela ensina a Conor sobre ciclos e o lugar construtivo da destruição. Podemos pegar uma carona e refletir quais ideias, crenças ou fantasias de limitação temos alimentado e que nos afastam do bendito e redentor olhar simbólico, que tanto pode compensar e complementar o racionalismo exacerbado dos nossos tempos.
Os processos não são apenas do ego, são da psique enquanto totalidade.
O eu é o gestor do campo daquilo que é consciente e enxerga apenas o que já conhece. Para que se amplie consciência é preciso o encontro com o diferente, com a diversidade, e o confronto com a sombra e as próprias convicções. O exercício da imaginação dá chances ao ego de resgatar e reintegrar uma linguagem capaz de ampliar a relação consciente – mundo interno e criar espaço para o inconsciente nutrir com originalidade as nossas vidas. Quando o Teixo-Arquetípico inicia seu contato com Conor o avisa: “eu vim buscar a verdade, a sua verdade”. Ele não falava das certezas egoicas, mas daquela verdade que se escondia nas dimensões profundas e negadas do menino, e de onde o assombrou até ser vista.
Já no final do filme, diante de sua mais temível perda, o garoto reencontra o amigo de sonhos e imaginação nos cadernos de desenho de sua mãe, onde o querido Teixo se apresenta, então, como elo psíquico, que guiou a mãe e conduziu o filho. Conor apreende algo sobre a imortalidade do vínculo, do que sempre continuará a ser compartilhado, trazendo novos significados para seu luto através da experiência verdadeiramente simbólica, ou seja, unificadora de opostos. Nada que pudesse ser aprendido através dos livros, apenas vivido com a alma. A relação Conor-Teixo também nos mostra que precisamos da interlocução que ajuda a questionar, elaborar o pensamento, a emoção e encontrar outras perspectivas.
A imagem é o interlocutor do mundo psíquico e ela não está apenas no desenho, nos contos, nas fotografias; está na angústia.
A angústia também é imagem, e a escuta também é olhar simbólico. O inconsciente, infindável, autônomo e dinâmico, buscará se expressar, de um jeito ou de outro. O ego estruturante será capaz de deixar o desconhecido se aproximar, criar relação e ser dialético.
Chegando ao fim desse artigo me dou conta de quanta história esse riquíssimo filme tem para contar, e o recorte que apresento, nesse momento, é apenas uma pequena centelha do tanto que ele ainda pode iluminar. Recomendo este filme fantástico para quem ainda não conhece, e, para aqueles que já assistiram, deixo o convite para revê-lo e, mais uma vez, imaginar.
Daniella Schmidt – Membro Analista em Formação IJEP
José Luiz Balestrini Junior – Analista Didata Responsável
Referências Bibliográficas:
Balestrini Junior, José Luiz. Sonho, imagem, imaginação e o coração onírico. São Paulo: Eleva Cultural, 2023.
JACOBI, Jolande. Complexo, arquétipo, símbolo na psicologia de C.G.Jung. São Paulo: Cultrix, 1990.
JUNG, Carl Gustav. Tipos psicológicos. Petrópolis: Vozes, 2013a.
JUNG, Carl Gustav. A natureza da psique. Petrópolis: Vozes, 2013b.
SILVEIRA, Nise da. Imagens do inconsciente. Petrópolis: Vozes, 2015.
Imagem: Conor e o Teixo. Foto por Travis Topa – © 2016 – Focus Features.
Cena do filme Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2016), com Liam Neeson and Lewis MacDougall.
Disponível em: https://www.imdb.com/pt/title/tt3416532/

