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O artigo aborda o cuidado como dimensão essencial da existência humana, articulando as contribuições de Leonardo Boff e da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung. Defende que o cuidado ultrapassa o campo ético e constitui uma condição ontológica do ser humano, presente desde a origem da vida e fundamental aos processos de transformação psíquica, às relações interpessoais e à reconexão com a natureza. Em um contexto de crises ecológicas, sociais e psíquicas, propõe o cuidado como caminho de regeneração da vida e de construção de uma cultura de paz.

Este ensaio propõe que o “homem moderno” descrito por Jung – um ser profundamente desenraizado, alienado de suas camadas históricas e instintivas, e entregue a uma hybris da consciência que o isola do mundo arquetípico, é o sintoma psíquico de uma violência material fundamental: a perda do território. A própria racionalidade e o pensamento abstrato, que a filosofia da época entendia como resultado teleológico de um desenvolvimento inevitável da consciência, será aqui examinada como uma ferida, uma resposta adaptativa ao trauma histórico concreto da expropriação, dos cercamentos, do colonialismo e do disciplinamento dos corpos que destruiu as bases territoriais da existência comunitária.

Este ensaio propõe uma leitura simbólica e alquímica do saneamento básico no Brasil a partir da psicologia analítica. Articulando dados da crise sanitária brasileira com conceitos de Jung, Hillman, Bauman, Mbembe e Nego Bispo, o texto compreende água, resíduo sólidos, esgoto e drenagem de água pluvial como imagens da psique coletiva. A reflexão discute temas como sombra, inconsciente coletivo, colonialidade, higienismo psíquico e transformação, propondo a “confluência básica” como ética simbólica de integração e ampliação da consciência coletiva.

Este texto propõe um olhar sobre as diversas formas de exploração animal na contemporaneidade, como a pecuária, a moda e o entretenimento, investigando, a partir da psicologia analítica de Carl G. Jung, quais dinâmicas psíquicas as sustentam. A hipótese central é a de que essa exploração expressa uma cisão entre o humano e sua própria natureza instintiva, alimentada por mecanismos de projeção e dissociação que atravessam a cultura como um todo. A pecuária, por sua escala e profunda naturalização, recebe uma atenção mais ampliada, justamente por ser o campo onde a violência mais se organiza como sistema e menos se apresenta como tal. Um convite a olhar para aquilo que a normalidade cultural aprendeu a não ver.

Este ensaio aborda a exploração animal no turismo, descrevendo a forma como eles são tratados pelos humanos: desde o momento de sua captura, passando pelos maus-tratos a que são submetidos, os sofrimentos que sentem e até os ganhos que existem por trás desta indústria predatória. Ele amplia, através da psicologia profunda, o olhar sobre a projeção da sombra nesses animais. Propõe reflexões a respeito do que queremos capturar, prender, domar e combater interiormente que negamos e passamos a realizar isso do lado de fora. Por fim, são apresentadas sugestões de como ajudar esses animais não humanos.

Nem tudo que se esconde na sombra é negativo. O positivo também pode ser encontrado lá. A relação do ser humano com os outros animais é de grande exploração e demonstra uma unilateralidade extrema. A partir disso, surge o veganismo como uma alternativa de compaixão, revelando a dinâmica psíquica da sombra coletiva. Apesar de ser um movimento social, ele convida o indivíduo a olhar para si mesmo, se conscientizar e assumir a responsabilidade pelo bem-estar de todos os animais e o planeta como um todo.

Este artigo busca analisar os elos entre os acontecimentos ligados à crise hídrica em tempos de emergência climática e a experiência tão humana e profunda de aridez e sede, aprofundando os paradigmas do combate à seca e da convivência com o Semiárido na psique individual e coletiva, à luz das reflexões da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.