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Resumo: Há um círculo de máscaras de gesso em volta do fogo. Todas brancas, todas vazias e voltadas para o…
O artigo aborda o cuidado como dimensão essencial da existência humana, articulando as contribuições de Leonardo Boff e da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung. Defende que o cuidado ultrapassa o campo ético e constitui uma condição ontológica do ser humano, presente desde a origem da vida e fundamental aos processos de transformação psíquica, às relações interpessoais e à reconexão com a natureza. Em um contexto de crises ecológicas, sociais e psíquicas, propõe o cuidado como caminho de regeneração da vida e de construção de uma cultura de paz.
A perimenopausa e a menopausa constituem uma das transições mais significativas da vida física e psíquica da mulher e, paradoxalmente, uma das mais silenciadas culturalmente. Este artigo propõe uma leitura desta fase fundamentada na Psicologia Analítica, com o objetivo de sensibilizar analistas e profissionais de saúde sobre a complexidade deste momento e a importância de reconhecê-lo e validá-lo. Para tanto, articula dimensões biopsíquicas e socioculturais, situando a perimenopausa e a menopausa como um momento propulsor da individuação.
O presente artigo propõe uma leitura do tédio à luz da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, articulando-o com o cenário contemporâneo marcado pela aceleração do tempo, com uma visão utilitarista e um bem a ser gerenciado, e uma vida fugaz preenchida com inúmeras atividades e consumos, sem entender que o tempo é o tecido de nossas vidas e não permitindo desfrutar da verdadeira experiência que é o viver presente. Os indivíduos nesta corrida sem destino e sentido evitam a qualquer custo a experiência do vazio, do silêncio e da introspecção permanecendo em uma vivência exclusivamente externa e nos papéis representados na vida cotidiana
Uma Análise Junguiana da Diversidade de Gênero e Sexualidade Este ensaio propõe uma releitura da obra de Carl Gustav Jung…
Há livros que lemos e outros que nos leem. Neste ensaio, a literatura é pensada como uma cartografia da alma, um espaço onde psicologia, arte e experiência humana se entrelaçam, mostrando como mitos, romances e poemas evidenciam movimentos invisíveis da psique individual e coletiva. Um convite para pensar como a literatura revela os afetos por vezes ocultos nas prateleiras do nosso inconsciente.
Este artigo analisa, a partir da Psicologia Analítica, como a cultura da performance e as práticas de biohacking intensificam a unilateralidade da consciência e fragilizam o eixo ego–Self. Os principais sintomas contemporâneos — burnout, ansiedade, depressão e fadiga moral — são compreendidos como manifestações compensatórias do inconsciente diante da hipertrofia racional e do empobrecimento da vida simbólica. O texto propõe uma leitura clínica na qual tais sintomas funcionam como sinais reguladores, convocando a uma reorganização psíquica e à retomada da designação humana como fator irracional que motiva à emancipação da massa gregária em busca do desenvolvimento da personalidade e à inteireza.
“Ninguém sabe a mágoa que trago no peitoQuem me vê sorrir desse jeitoNem sequer sabe da minha solidãoÉ que meu…
“Tempo, tempo, tempo, tempo. És um dos deuses mais lindos” A partir do pequeno trecho acima da música “Oração ao…
A senda da psicoterapia analítica junguiana é, com todo o charme e as idiossincrasias, a do jardineiro da Alma. Para…
