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O sofrimento é inerente à condição humana e neste ensaio nos questionamos o que, tendo como base a teoria junguiana, poderia amparar indivíduos que atravessam sofrimentos intensos. Partimos do livro bíblico de Jó para fazer essa análise, sobre o qual Carl Gustav Jung destacou a relação entre o humano e o divino, enfatizando a presença de aspectos sombrios na própria imagem de Deus. No presente artigo, procuraremos olhar a história a partir de outro ponto de vista do funcionamento da psique, buscando compreender o que pode ter dado sustentação para que o personagem não sucumbisse diante de tantas provações. Para tanto, recorremos ao princípio de Eros, concebido como amor primordial, enquanto fundamento deste amparo psíquico.

O texto aborda Iemanjá como expressão plural do arquétipo da Grande Mãe, problematizando a idealização do materno como figura única, sempre acolhedora e previsível. Em diálogo com Jung, apresenta diferentes faces de Iemanjá – nutridora, firme, encantadora , profunda – como modos simbólicos que respondem a distintas necessidades psíquicas.

Resumo: Cada ano, no último final de semana, Sarah é salva das águas pelos guardiões da Camarga….. Isso é parte…

Descubra as fascinantes características do Vampyroteuthis Infernalis e sua relação com o ego humano neste ensaio filosófico baseado na obra de Vilém Flusser. Explore as conexões entre bioluminescência, psicossomática e comunicação neste mergulho nas profundezas da mente e do oceano.

A história de Lampião e Maria Bonita já se tornou uma lenda, e faz parte do patrimônio histórico-cultural brasileiro. O propósito deste artigo é, a partir da narrativa desta história, fazer uma análise dos aspectos arquetípicos do animus e anima no contexto do cangaço.
O princípio masculino e o princípio feminino sempre presentes e que buscam a completude podem ser vistos aqui no cenário da caatinga nordestina, entre batalhas, tiroteios, fugas e esconderijos, numa história de muitas aventuras, violência e romance.

Toda criança nasce em desajuste e tencionada, recebendo, de um lado, influências de uma parcela mais ou menos semelhante ao…

Há profusa representação midiática, sobretudo no discurso político e nos conteúdos iniciais dos processos terapêuticos, de que o outro é um inimigo a ser eliminado. Uma das lições do Covid pode ser a de que isto nem sempre é possível e que, mais do que nunca, aprender estratégias flexíveis de convivência será fundamental para a saúde mental

Este artigo propõe um olhar sobre a árvore como símbolo do processo de desenvolvimento psicológico. Ao analisar brevemente a vida de uma árvore e seu processo de crescimento, sendo sempre um meio de troca entre céu e terra, observamos como ela pode ser um símbolo do processo de individuação, ou seja, a busca da realização. Para isso, precisamos além de crescer e buscar os céus, também nos enfiar nas profundezas da sombra e do inconsciente, o que nos dará sustentação para que o processo siga e possamos resistir à vida com resiliência e prontidão.