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A população envelhece e as famílias diminuem: se apenas as estatísticas já apontam para uma equação que não fecha, que dirá a complexidade do contexto cultural, que não permite a vivência de “aldeias de cuidado”. Longe de querer dar respostas ou oferecer soluções, o objetivo desta reflexão, que será apresentada em dois artigos, é abordar várias nuances que envolvem a exaustão do cuidador (em geral cuidadora) de pais idosos, mostrando sua relação com a cultura atual e diversos complexos afetivos aí envolvidos, no olhar da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.

Neste primeiro artigo, o tema será desenvolvido em um diálogo entre a visão do sociólogo Zygmunt Bauman sobre a atualidade e o que chamaremos de “tradução arquetípica” deste contexto a partir da Psicologia Analítica.

O que acontece com Eros quando a mulher entra na segunda metade da vida e já não está necessariamente organizada pelas mesmas expectativas, papéis e ideais que marcaram sua juventude? O presente artigo se detém a ampliar as possibilidades de compreender para onde se desloca o desejo do feminino durante o entardecer da segunda metade da vida feminina.

Este texto é um convite a refletir sobre os desafios e as possibilidades da segunda metade da vida. A partir de Jung, James Hollis e Santo Agostinho, proponho pensar sobre a crise da meia-idade, o tempo, o envelhecimento e a necessidade de reorientar a alma. Mais do que uma fase de perdas, esse período pode ser uma oportunidade de ressignificar a vida, abandonar o que já não faz sentido e aprender a estar mais presente no tempo que nos é dado.

Este artigo apresenta reflexões sobre o envelhecimento à luz da Psicologia Analítica, destacando-o como um período simbólico de ampliação da consciência e integração dos conteúdos inconscientes. A partir de Jung e de autores contemporâneos, reflete-se sobre a vida não vivida, o movimento de interiorização e a busca por significado como aspectos fundamentais da jornada de individuação na segunda metade da vida. Envelhecer, sob essa perspectiva, deixa de ser apenas um declínio biológico e se torna um convite à integração, à reconciliação e à plenitude.